Dormi mal, acordei cedíssimo e fui a pé para a estação porque, sinceramente, não confio nos autocarros. Fui trajada, por isso o meu calçado não era propriamente o mais adequado a uma caminhada de quinze minutos. Mas fui. Cheguei à estação em cima da hora, apanhei o comboio e saí no sítio do costume. Entre solavancos e pés quase torcidos, lá cheguei à faculdade. Aula de Artes. O horror, porque eu e o desenho... nada amigos. Mas até se passou bem. Aula de Sociologia: meu Deus, implementaram aulas em chinês nas universidades portuguesas e não me avisaram? 1h30 a apanhar do ar, literalmente. Almoço, lavo o nariz e vou para a praxe. As coisas correm bem. Depois de vinte minutos a pé chego ao local pré-definido. Os pés a sofrer, claro. O vento e o frio e o facto de ter passado as duas aulas sem óculos resultam numa grande dor de cabeça. Regresso à faculdade. A meio do caminho, o pé desliza e eis que... O salto se parte. Cinco minutos em biquinhos dos pés, até à loja mais próxima para comprar super-cola. Compro um tubinho (UM ROUBO) e colo o salto à sola. A meio do processo, consigo colar também os dedos. Fujo para a estação de regresso a casa; o comboio chega mais cedo. Tenho de correr com um salto meio manco. Lindo. Entro no comboio, nem um lugarzinho. Sete estações depois, lá avisto um banco. Sento-me e outra senhora senta-se no banco ao lado do meu. Põe o rabo mesmo em cima da minha capa. Levanto-me para sair e luto para tirar o derrièrre dela de cima de uma parte de mim, com pressa para não ser esborrachada pelas portas do comboio. Venho para casa. Doem-me as costas, os pés, a cabeça, os olhos, os ouvidos, o nariz. Hoje não foi um dia bom. E agora tenho de ir passar imensas coisas das aulas para o dossier. Mas enfim, "podia ter sido pior".
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