29 de setembro de 2013
Ser mulher
Eu tento. Eu juro que tento. Eu começo a pensar na coisa com quase dois dias se antecedência. Começo a pensar se a camisola casa com a saia, a mala com os sapatos, os brincos com o colar. Penso em tudo ao pormenor. E depois decido. Escolho o que vou vestir e pronto, está feito, não se pensa mais nisso, é vestir e sair.
O problema é que eu sou mulher. E por mais que uma mulher decida, com antecedência, que roupa vai vestir em certa ocasião, ela sabe de antemão que nunca, mas mesma nunca vai vestir o que planeou. Ou porque se sente horrível, ou porque de repente parece que nada combina com nada e que se vestiu de olhos fechados, ou porque se arrepende redondamente de ter comprado aquela camisola que é horrível e que lhe fica super mal e toca de ter um ataque de pânico porque "não tem nada, nadinha para vestir".
E foi isso que me aconteceu ontem. Eu planeei, decidi, escolhi tudo ao pormenor. Até me dei ao trabalho de fazer uma colagem e de, orgulhosa do meu trabalho, mostrá-la ao mundo através deste mui fantástico blog. Como já tinha tudo decidido, só me comecei a arranjar uma hora antes de sair de casa.
17h00: Tomo banho, faço a depilação, ponho os cremes na cara.
17h30: Visto os collants, a saia e a camisa branca.
17h35: "Que nojo, estou horrível! Esta camisa fica-me tão mal! Parece que tenho banhas daqui a Madagáscar!"
17h37: "MÃAAAAEEE!!"
17h39: "Owl, se não te sentes bem com essa camisa, é simples: leva outra."
17h40: Visto uma camisola branca, rendada.
17h43: "Não fica mal... Vou levar esta."
17h45: (reencontro com o espelho): "Mas onde é que eu estava com a cabeça quando achei que isto me ficava bem?! Estou um nojo! NÃO TENHO NADA PARA VESTIR!"
17h46: "Estás a ver, Owl, eu disse-te que tu não és rapariga de usar saias! Fui gastar dinheiro nessa porcaria e agora não gostas de te ver. Eu avisei-te!".
17h47: Gritos. Lágrimas. "O problema não é saia, caraças! Não comeces!". Nervos em franja.
17h48: "Veste a camisa azul, esquece o branco."
17h49: Visto a camisa azul. Até que fica bem.
17h50: Tenho de sair de casa às 18h e maquilhagem nem vê-la.
17h51: Maquilho-me.
17h53: "Owl, tens sete minutos para sair de casa."
17h54: Espeto a escova do rimel no nariz. "Era mesmo disto que eu precisava agora."
17h55: Esfrego energicamente o nariz. "Esta merda não sai!!"
17h56: Começo a correr de um lado para o outro que nem uma maluca porque estou super atrasada, tenho o nariz cheio de rimel e os comboios deste país ainda não aprenderam a esperar por mim.
18h01: Saio de casa.
18h05: Corrida à Obikwelu para apanhar o comboio.
18h07: Apanho o comboio. Chegou atrasado. Deus é pai.
Conclusão: do que planeei, só usei a saia. Ah, e os collants.
Não vale a pena planear a roupa. O segredo é arranjar-me com duas horas de antecedência, para ter tempo de experimentar o armário todo antes de sair de casa.
É tão difícil ser-se mulher.
Não vale a pena planear a roupa. O segredo é arranjar-me com duas horas de antecedência, para ter tempo de experimentar o armário todo antes de sair de casa.
É tão difícil ser-se mulher.
27 de setembro de 2013
E porque a vida não são só tristezas...
Amanhã é dia de soltar a franga! E o look vai ser, sem tirar nem pôr (vá, pondo um casaco - lindo e maravilhoso da Primark, com lantejoulas - que o S. Pedro não é um gajo fixe) , este:
(juro que não dava para isto ficar mais minúsculo)
E o confortável que são estas sabrinas, meu Deus?! Baratas e lindas!
Diário de uma separação #2
Ver estas coisas parte-me o coração. Tive a minha oportunidade, e agora? Será que alguma vez vou voltar a ter amor? Será que alguma vez vou ter um amor como este?
Vale a pena ver.
Um dia... #5
Vou perceber as pessoas que tiram fotos às pulseiras que lhes são dadas quando vão às urgências. Começo a pensar que sou a única a recorrer às urgências quando estou mesmo, mesmo mal e já não consigo suportar a dor. Vou começar a ir um pouquinho antes da coisa descambar, que é para ter cabeça para tirar uma fotografia e publicá-la no facebook. Eu, que nem me importo de fazer figuras tristes (faço tantas que valha-nos o Senhor), teria vergonha de estar numa sala de espera, junto de pessoas realmente doentes, e sacar do telemóvel para tirar uma fotografia ao meu próprio pulso e publicá-la nas redes sociais. É, pura e simplesmente, ridículo. Disto a avisarem quando vão fazer cocó vai ser um passo. Preparem-se.
Adeus verão!
E visto que o verão está a dar as últimas e que eu preciso mesmo, mesmo de me animar, no próximo fim-de-semana (não é este, é o outro) vou para Portimão!
Claro que não vai estar um tempaço, não vou sequer suar só um bocadinho e nem sei se os meus bikinis vão sair da mala (mais depressa sairá a camisola de lã). Mas o que eu quero mesmo é fugir de Lisboa, passar quatro dias com as minhas amigas, despedir-me em grande do verão e djivertjir! E beber. Só um bocadinho.
Agora vem a parte pior de ir para fora: fazer a mala. Faltam seis dias e eu já estou de cabelos em pé! É tão difícil ser-se mulher, senhores.
23 de setembro de 2013
À beira de um colapso cardíaco
A maior parte das pessoas pensa no dia 29 de setembro e uma luzinha se acende: "tenho de ir votar nesse dia!" (ou não, são opções).
Eu penso no dia 29 de setembro e a iluminação de um estádio de futebol se acende: "REVENGE, REVENGE, REVENGE, ESTREIA DA TERCEIRA TEMPORADA, REVENGE, REVENGE".
Não penso noutra coisa desde que acabei de ver a segunda temporada! Já lá vai um mês, não caibo em mim de nervos, meu Deus! Nunca mais é dia 29! E depois ainda tenho de esperar pela estreia em Portugal. E a Fox Life que nunca mais anuncia quando é que o raio da série estreia para os pobrezinhos! Vou começar a trepar paredes, trepar paredes!!!
Este Josh é tão sexy, caraças. E quando abre a boca então... É impossível resistir a um sotaque britânico. Tenho quilos de inveja da Emily, cabrita!
Starting over? #3
Bem, adicionei o rapaz no Facebook. E, surpresa das surpresas... Tem namorada, claro! Mas havia dúvidas? É por isto que eu nunca tinha falado com um homem. Para a próxima vou lembrar-me. Eu já a imaginar um vestido branco, flores, altar, casa, filhos, um lar para morrermos juntos e o homem vai de ter namorada. Que vergonha, meu Deus.
22 de setembro de 2013
Brinquedo novo
Pois que descobri um site de colagens e pareço uma criança na manhã de natal, depois de receber um brinquedo espetacular. Há muito que queria fazer uma colagem virada para a moda, com roupas de que gosto e que eu usaria. Finalmente, encontrei onde fazê-lo. E de uma maneira super fácil! Talvez para vocês eu não tenha jeitinho algum, mas adoro moda e adoro conjugar trapos, por isso vou fazê-lo, mesmo que isso leve a que uma qualquer superentendida em moda chore até que lhe saltem as pestanas.
O primeiro "Trapinhos que eu usaria..." está quase quase a sair!
21 de setembro de 2013
E entretanto...
Hoje começou o outono. E o outono é a introdução ao inverno. E eu odeio o inverno. Odeio frio, odeio camisolas de manga comprida, odeio botas, odeio sapatos fechados, odeio casacões, odeio cachecóis, odeio gorros, odeio luvas, odeio leite quente, odeio chapéus-de-chuva, odeio poças de água nos passeios, odeio árvores despidas, odeio céu cinzento, odeio vento, arghhhhh! Odeio tudo o que não seja praia, calor, chinelos, calções, camisas fresquinhas, pernocas ao léu, caipirinhas, sol, céuzinho azul, noites estreladas. Para mim o verão é um emoticon a sorrir e o inverno, claro, é um emoticon a chorar. É triste, deprimente, sem graça. O inverno é um sonso e o verão é um fixe. O inverno é um gordalhunfo, cheio de borbulhas e barba mal semeada e o verão é um moreno, de olhos verdes, musculado e giro que dói. E é por isso que os leitores e eu mesma vamos fazer um minuto de silêncio por esse grande fofinho que é o verão, rezando para que o próximo volte depressinha e que seja melhor do que este que passou!
Starting over? #2
Ah, e apalparam-me o rabo durante a festa. Não é que isso me deixe feliz; não é propriamente motivo de felicidade um estranho tocar-nos no real traseiro. Aliás, mandei o homem à merda e tudo. O que importa reter é que... I sitll got it!
Starting over?
Ontem fui a uma festa, pela primeira vez desde que o meu ex-namorado e eu acabámos. Uma amiga fazia anos, havia um evento perto da nossa zona, por isso decidimos juntar o útil ao agradável. Entre música, risos e copos (pouquinhos), ganhei tomates e, pela primeira vez, falei com um rapaz.
Sei que para a maior parte das pessoas isto pode ser absolutamente ridículo: "olha-me esta, falou com um homem e já está com as hormonas todas à estaladona. Tens muito que andar, filha.". Eu sei que sim. Mas para alguém que gosta da mesma pessoa desde os 15 anos, pode dizer-se que foi um passo de gigante. Pelo menos eu sinto que sim. Pus o passado para trás das costas, pelo menos durante uma noite, e avancei. Tomei a iniciativa. Achei graça ao rapaz e fui falar com ele. Nunca, nunca tinha tomado iniciativa, para nada. Foi a primeira vez. E correu bem. Ele era super giro (tenho bom gosto!) e para lá de simpático. Se ele achou tanta piada à minha pessoa como eu a ele, não sei. Desconfio que não. Mas deu-me bola. E isso foi o suficiente para a minha auto-estima, que tem andado bem, bem no fundo do poço, subir só assim um bocadinho. Se ele me reconhecer da próxima vez que nos virmos e, melhor, vier falar comigo, já me dou por muito feliz.
Poderá este ser o início de um recomeço?
20 de setembro de 2013
Diário de uma separação
Hoje chorei no comboio. E agora vou tomar banho, para poder chorar sem que ninguém me veja ou me ouça.
Dura Praxis, Sed Praxis
No verão anterior à minha entrada na faculdade, estava em pânico. Trepava pelas paredes só de pensar que ia ser praxada. "E o que é que me vão fazer?", "E vai ser pior que a tropa", "E vão-me pôr a fazer figurinhas em frente à faculdade toda", "E vão-me enfiar a cabeça num balde de merda", enfim. Tudo me passava pela cabeça. Coisas terríveis, principalmente. Sempre que ouvia falar de praxe na comunicação social era porque algo de muito mau tinha acontecido: humilhações que sabe Deus ou pior, pessoas com lesões sérias. Por isso, na noite anterior ao primeiro dia de aulas, quase não dormi. Na altura, não sabia como as coisas se processavam, por isso não fazia ideia de que se podia renunciar à praxe. Pensava que era uma tradição pela qual todos os caloiros passavam. E estava para lá de assustada.
Lembro-me do primeiro dia de aulas como se fosse ontem. Foi um dia muito marcante, o início de um novo ciclo. Quando cheguei à faculdade, fui logo para a aula; basicamente, fugi de tudo o que fosse pessoa vestida de preto. No fim da aula, vinte gatos pingados saem do pavilhão a tremer que nem varas verdes, todos a pensar o mesmo: "Pronto, é desta. Será que ao menos me deixam ligar à minha mãe só para lhe dizer que gosto muito dela e para usar o meu nome numa fundação que acabe com as praxes para todo o sempre?". À nossa espera, à porta do pavilhão, estavam dez raparigas, trajadas, todas com uma cara mais assustadora que a da gaja do "Exorcista" ou lá o que é (não vejo filmes de terror, corrijam-se se estiver errada). Perguntaram-nos se queríamos ser praxados. Se queríamos. Uma novidade para mim. Em vez de me puxaram pelos cabelos e arrastaram para um qualquer canto da faculdade, perguntaram-me se queria. A medo, disse que sim. Ao meu lado, alguns disseram que sim, outros disseram que não estavam interessados. E foram à sua vida, na paz do Senhor. Assim que aceitámos ser praxados é que começou o tormento. "Não me olhe nos olhos, caloira", "Tem de conhecer-me pelos sapatos, caloira", "Caloiro não ri", "Caloiro não fala". Eu, rapariga educada, habituada a olhar para as pessoas quando falo com elas, sofri horrores nos primeiros dias de praxe. Não poder olhar para os olhos de uma pessoa e falar com ela como se fosse estrábica, fez-me mais confusão do que estava à espera. E os gritos? Mãezinha, os gritos. De vez em quando esganiçavam-se de tal maneira que eu até dava um pulinho. E claro, porque é da Praxe, os batons, o verniz. A minha cara cheia de letras, um bigode, uma monocelha. E os meus pés cheios de "x". Caí no erro de ir para a praxe de sandálias (porquê, Senhor?!), o que me deu direito a cinco minutos na banheira a esfregar os vestígios da praxe.
Lembro-me de chorar durante toda a viagem de regresso a casa. Queria desistir daquilo, não estava para ouvir gritos, não queria passar mais horas com a cabeça para baixo, estava farta. Mas não desisti. Fui a todas as praxes marcadas pela minha turma e se umas foram piores (mais de esforço físico, flexões para aqui, pulos de galo para ali), outras foram muito boas. Construí uma relação com as minhas colegas de praxe, a quem hoje chamo amigas (das boas), que sei que não teria sido possível se não tivéssemos passado por tudo aquilo juntas. Sofremos muito? Sim. Concordo com tudo o que me fizeram? Não, e também por isso fiz questão de, enquanto praxante, não mandar fazer nada que não gostasse que me fizessem a mim- Havia dias em que me apetecia mandar a praxe toda para o raio que a parta, claro. Mas outros houve em que foi muito, muito divertido. Cantei pela Baixa, pelo Parque das Nações, pelo Campo Grande. Aprendi imensos jogos que não conhecia e, acima de tudo, ri-me. Ri-me muito durante o tempo em que fui praxada. No final do ano, tive a recompensa merecida: o Enterro do Caloiro, o prazer de vestir o Traje Académico e o Traçar da Capa. Foi dos dias mais marcantes que já tive. Lembro-me de chorar que nem uma Madalena, do orgulho que foi vestir o Traje e ter a minha Madrinha a traçar-me a capa. Não consigo expressar a felicidade que é, para mim, usar aquela capa. Sei que para muita gente é ridículo, não faz qualquer sentido, mas a mim deixa-me muito feliz.
E é por isso que me custou ouvir muitas das coisas que ouvi no ano em que fui eu a praxar uma turma de caloiros. Chamaram-me besta, estúpida, fascista e nazi. Os últimos dois custaram-me particularmente; terem-me comparado a nazis foi, sem dúvida, a pior ofensa que me fizeram em toda a minha vida. O que é que faz de mim nazi? O que é que faz de mim comparável a seres repugnáveis que apoiavam a morte de minorias, de deficientes, de homossexuais? Porque mando uns gritos de vez em quando? Porque ponho caloiros a fazer flexões? Isso torna-me igual aos nazis? A praxe é para quem quer e qualquer caloiro pode desistir, seja em que momento da praxe for. Pode abandonar a praxe a meio, se quiser. Ninguém, mas mesmo ninguém, o obriga a estar ali. No ano em que praxei, muitos caloiros desistiram e não foi por isso que foram maltratados, humilhados ou desprezados. Claro que tenho uma relação bastante melhor com quem foi praxado do que com quem não foi, mas isso é super natural. Passámos muito mais tempo juntos. Hoje tenho amigas na minha turma de caloiros. Sim, imaginem. Pessoas que foram praxadas por mim são minhas amigas. Divertimo-nos imenso, rimos muito juntas. Temos uma relação excelente, mesmo depois de eu ter gritado tantas e tantas vezes com elas, mesmo depois de eu as ter mandado fazer mais de mil flexões ao longo do ano, mesmo depois de eu ter sido uma das piores praxantes da minha turma. Mesmo assim, elas gostam de mim. E eu gosto imenso delas.
Respeito toda a gente que odeia a praxe, que acha estúpido, ridículo, sem sentido. Respeito. E se eu respeito, porque é que quem não acha piada à praxe não me respeita a mim? Porque é que me atiram à cara que sou má, que ando a fazer os meus pais gastar dinheiro, que devia andar a estudar em vez de andar na praxe? Nunca descurei os estudos pela praxe, nunca. Se fiz gastar dinheiro aos meus pais? Pois, fiz. Mas se eles próprios não gostassem desta tradição, não tinham pago nem um cêntimo do meu Traje, nem financiado as minhas idas à praxe. Felizmente, gostam quase mais da praxe do que eu.
Tenho consciência de que a minha realidade, tanto como de caloira, como de praxante, é diferente da de muitas faculdades. E sei que existem praxantes muitíssimo estúpidos, convivi com eles, inclusivé. Há pessoas más na praxe. Mas não nos ponham a todos no mesmo saco. Não admitam que somos más pessoas só porque andamos nas praxes. Nem todos apoiamos praxes com teor humilhante ou sexual. Não pensem que somos bestas só porque até nos divertimos a mandar uns berros. Não pensem que obrigamos as pessoas a andar ali, de cabeça baixa, a encher ou a ouvir. Por isso, se se cruzarem com alguma praxe, antes de abanaram a cabeça e disparatar com quem está trajado, tentem perceber o que se passa. Perguntem, antes de acusar. Já estive dos dois lados e, por isso, sinto-me no direito de dar o meu testemunho. Gostei de ser praxada e gostei de praxar. E isso não faz de mim uma pessoa horrível.
Ah, já agora. A todos os caloiros, um bom início de ano e uma excelente praxe! E se abusarem de vocês ou se não gostarem, já sabem: ninguém vos obriga a nada e ninguém tem de fazer-vos sentirem-se humilhados. A partir do momento em que se sentem assim e em que não se estão a divertir, a praxe já deixou de o ser. Pelo menos, para mim.
Resumo dos últimos dias: toda eu sou ranho, espirros de cinco em cinco segundos, arrepios de frio e dores de cabeça que sabe Deus. O verão morreu, definitivamente, e como recordação deixou-me uma constipação daquelas. Estou com uma neura de cão terrível e a sentir-me mais sozinha do que nunca. Só me apetece enrolar-me num cobertor e dormir de manhã à noite. Estou sem paciência, estou triste, desanimada, estou puta da vida, pronto. E tenho frio. E estou carente. E não tenho ninguém.
Amanhã, para ajudar à festa, vou a uma festa, ao ar livre. Pode ser que a constipação vire pneumonia, eu vá parar a uma cama de hospital e aí haja alguém que até me dê alguma atenção e mate um bocadinho que seja desta merda de solidão que eu sinto. Não fosse o meu amor aos 7,5 euros que paguei pelo bilhete e nem punha os pés fora da cama amanhã.
17 de setembro de 2013
É isto
Bem, o que é que eu tenho a dizer sobre o regresso às aulas? Podia fazer um grande texto, podia. Podia dizer como foram as minhas cadeiras, como são os meus professores, como foi voltar a ver os meus estimados colegas. Podia falar de muita coisa, mas eu só tenho uma coisa a dizer... Voltar às aulas é uma merda.
15 de setembro de 2013
3 de setembro de 2013
Decisions, decisions
O meu namoro de (quase) três anos e meio acabou. Em breve volto para a faculdade. Estou num curso que não tem qualquer tipo de futuro. Não tenho dinheiro porque não tenho tempo para arranjar um part-time que não prejudique os meus estudos. Preciso urgentemente de me afastar do mundo real. Preciso de férias. Preciso de dinheiro. Preciso de conhecer pessoas novas. A questão que se impõe é: devo inscrever-me na Casa dos Segredos 4?
It's my birthdaaaay... month!
Mês das prendas! E do regresso às aulas... Pontaria desgraçada, mãezinha e paizinho.
2 de setembro de 2013
Cá estamos!
E estamos muito bem, diga-se de passagem. Férias à séria, finalmente!
Praia dos Tomates (um nome giro)
P.S.: Foto não roubada!
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