26 de abril de 2013

Porque um blog não é só para as alegrias

Todos os dias algo na nossa vida muda. Nem que seja só um bocadinho, sinto que todos os dias há algo que muda. Mas há dias em que parece que tudo aquilo que conhecíamos acabou.
Terça-feira foi, para mim, um desses dias. Já perdi várias pessoas ao longo da minha curta vida, mas nunca uma perda me custou tanto como esta. Sim, ninguém dura para sempre. E sou da opinião de que a morte pode ser um alívio quando a pessoa se encontra em sofrimento. Mas custa sempre. Dói. É difícil.
Na terça-feira perdi a minha avó. Nunca mais vou ouvir a voz dela. Nunca mais vou vê-la. Nunca mais vou fazer uma viagem de três horas para estar com ela. Nunca mais vou chegar à porta daquela casa, numa aldeia escondida, e vê-la com o maior sorriso. Nunca mais vou ouvi-la e vê-la feliz por ver a sua rua com tanta "malta nova". Nunca mais vamos comentar as novelas. Nunca mais vamos falar sobre o estado do país. Nunca mais vou ouvir um "e então, quando é que trazes cá o teu namorado?". Nunca mais vou ouvi-la dizer "ai filha, mas porque é que foste para Educação?". Nunca mais vou conversar com ela. Nunca mais vou ouvir "estás tão bonita" com aquela voz doce e aquele sorriso. Nunca mais vou ver o brilho daqueles olhos, sentir aquela pele fina e suave. Nunca mais. 
E isso custa. Muito. Não costumo lidar mal com a morte. Nunca é fácil, mas costumo ficar calma depois do funeral ou no dia seguinte. Mas desta vez não. Ainda não caí em mim. Ainda não interiorizei que nunca mais vou ter a minha avó na minha vida. É demasiado estranho. Todos os dias acordo a pensar que vamos a casa dê-la almoçar, ou simplesmente dar-lhe um beijinho, uma atenção. E ela que tanto gostava de ser ouvida, que tanto gostava de falar. E que tanto sabia. Uma mulher que criou sete filhos, que aprendeu a ler sozinha. Uma mulher que sofreu muito; perdeu um filho na flor da idade, perdeu o marido há cinco meses, viu vários filhos de costas voltadas, e superou tudo. Uma mulher forte, corajosa, bonita por dentro e por fora.
Vou ter muitas saudades dela. Muitas. Tanto que eu me queixava de ter de ir à "terra", por causa do frio, por causa da viagem, por causa das aranhas, por não ter internet... E agora o que eu dava para poder vir cá muitas e muitas mais vezes, só para vê-la.
Guardo na memória a imagem dela, no domingo, a dizer-me o quão bonita eu estava, a perguntar-me pelo namorado. Deitada numa cama de hospital e a perguntar-me como estava a ser a (ainda) recuperação da operação.
Vou ter muitas saudades tuas, avó.

22 de abril de 2013

A frequência

Pois que recebi hoje a tão badalada frequência de História. E tive um fofinho 17,25. Fiquei satisfeita. Não totalmente, mas fiquei contentinha com a minha nota. Irrita-me solenemente aquele "vírgula vinte e cinco", mas que fazer? Se ele lá não estivesse, não podia dizer que tive uma nota com quatro algarismos, o que é para cima de fascinante (ou não, mas não interessa). Sobrevivi a um atropelamento e ainda consegui ter boa nota, por isso aprendi que o meu coraçãozinho aguenta bem. 
Agora é trabalhar para os próximos trabalhos, intermináveis por sinal. E vou começar já, antes que chegue a véspera e eu me lembre de vir para aqui chorar a minha preguiça.

Que orgulho, pá!

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Digam lá se não me ando a portar bem... Em vez de bolachas, estou a comer moranguinhos!
E são uma delícia, tenho a dizer! :)

21 de abril de 2013

Descobri a fonte de todos os meus problemas!


Provavelmente, é o sítio que mais odeio à face da terra. Odeio as paredes, odeio a cor, odeio ver as pessoas a sofrer, odeio ouvir os gemidos, os choros, odeio o cheiro, odeio as batas brancas, odeio tudo. Mas hoje vai ter mesmo de ser...

19 de abril de 2013

Dieta: round 2

Depois da aniquilação dos refrigerantes, arrebatados pela aguinha, as bolachas com chocolate... Pois é, promovi as bolachas Maria a lanchinho dos intervalos. Acabou-se o chocolate, acabaram-se as porcarias. Todos os dias levava para a faculdade, pelo menos, dois pacotes de bolachas do tipo Oreo e Chips Ahoy (passo a publicidade). Mas decidi que tinha de deixar de ser. Não é que as bolachas não sejam boas, longe disso. Mas isto de sentir que cada vez mais me pareço com um pote tem de acabar! Eu vou cortando aos poucos, mas vou cortando. É preciso é força de vontade. Nem que seja às mijadinhas.

Bom dia!

Sim, são 7h10 e eu estou a dizer BOM DIA! O que é que se passa comigo?! Não sei! Mas agora acordo bem-disposta... É milagre! Será da chegada do fim de semana? Será do período? Serão as hormonas à chapada? Algo de estranho se passa. As coisas andam a correr-me bem, não tenho tido grandes problemas de maior e até tenho tido paciência para aturar gente estúpida (a técnica do ignorar e do "opa 'tá bem" resultam sempre). Assim que publicar este texto e puser um pezinho na rua, das duas uma: ou me passa um autocarro por cima (faz hoje uma semana que isso ia acontece, um minuto de silêncio, por favor) ou chego à faculdade e alguém decide começar a disparatar comigo, porque isto não há bem que sempre dure.

16 de abril de 2013

Olá civilização...

Então, tudo bem desde a última vez? Comigo está tudo bem, obrigadinha. Tenho andado alienada da vida, mas com saudinha, que é o que se quer.
Bem, para dizer a verdade, não me afastei da vida no geral ou da sociedade em particular. Apenas me afastei da minha rotina durante dois dias (parece que foram dois meses; soube-me pela vida). E porquê? Eu explico tudo.
A Rapariga do Mocho sempre foi uma gaiata dada a ajudar os outros. Gosto muito de fazê-lo e, como neste momento tenho muito tempo livre, aproveitei para começar a mexer os presuntos. E como o meu mundo são as crianças, claro que procurei qualquer coisa que envolvesse essas fofuras em ponto piqueno. Candidatei-me a vários projetos e fui aceite por dois. Um deles é no bairro social 6 de maio, na Damaia (contextos deste género fascinam-me, confesso), e outro numa EB 2, 3 na de Lisboa, também com alunos carenciados. E pois que, no âmbito de um dos projetos, estive em formação durante estes dois dias. Sim, oferecem-nos formação com direiro a certificado xpto e tudo. Uns queridos.
E é isto. Para a semana começo a trabalhar em Lisboa e estou super entusiasmada! Há muito tempo que não me orgulhava de uma decisão minha (normalmente, sai tudo furado) e saber que fiz a escolha certa deixa-me muito feliz. Agora é esperar para ver como corre!

13 de abril de 2013

12 de abril de 2013

Hoje o mundo ia perdendo uma grande mulher...

Eu ia sendo atropelada por um autocarro. Sim, um autocarro. E não, não estou a gozar. O cabrão do motorista deve ter-se esquecido que uma luzinha vermelha num postezinho chamado semáforo significa P-A-R-A-R. Se eu não tivesse reagido no espaço de menos de um segundo, não estava agora a escrever isto. Não sei se foi um sinal para a frequência de História, um mau presságio. Se era, paciência. Está feita, entregue, já soube que assim que saí da sala o senhor olhou para a minha folha de prova e fez uma expressão impercetível, por isso agora é esperar para ver!

11 de abril de 2013

Lembram-se da Inês Herédia dos Ídolos? Vejam isto. Grande miúda!

História, dás cabo de mim

Desde domingo que estudo para a frequência de amanhã. Está a ser uma festa, até porque a minha vida não é só História. Eu, provavelmente a pessoa mais desorganizada do mundo, até tenho feito horários, do género: "das 16h às 17h faço x, das 17h às 19h faço y" em regime non-stop
Estou super cansada, mas já consegui acabar os resumos e esta noite vai ser ler e reler e rereler e rerererererereler...
Tendo em conta que esta semana não tive vida, é bom que tenha, pelo menos um 16,5 no teste, é o meu limite mínimo neste momento (num mundo em que muitos estudantes universitários só pedem o 10, acho que não sou nada exigente comigo própria). Veremos. Neste momento só quero que chegue a tarde de amanhã para me ver livre deste nervoso miúdo!

8 de abril de 2013

O meu namorado é uma brasa

14º C e aquela peça anda-me de manga curta. Isto de ter uma brasa ao lado não é para todas. Desconfio que ele tem alguma camada de gordura por baixo da pele, assim tipo urso polar. Não come focas, mas sempre foi um bocado besta.

7 de abril de 2013

The story of my life

E, mais uma vez, a saga repete-se. Mais uma vez, vou ficar em casa a deprimir, agarrada aos lenços e aos chocolates. 
Tenho a dizer-vos que isto de não ter dinheiro para uma loucurazita ou outra é uma bela merda. Ainda por cima estes fofinhos não vão para novos (que Deus lhes dê força e saúde!) e eu sei lá quando é que eles cá vêm outra vez. 
Em 2011 foi o que foi. Não pude ir e acabei por ouvir o concerto na Rádio Comercial. Yupi. E este ano vai ser igual. It's the story of my life. O bilhete é muito caro; isto de dar 59 mocas para ver uma banda não é, de todo, para o meu bolso. 
É rezar para que eles marquem presença no RIR de 2014. Se assim for, o fofo do meu namorado vem comigo vê-los de certeza. Sim, porque eu bem lhe pedi para irmos a este concerto. Eu tentei, oh se tentei! Eu fiz uma birra autêntica, eu agarrei-me a ele quase em lágrimas "e porque eles estavam a fazer uma pausa de dois anos e fizeram uma pausa na pausa, e porque já em 2011 não fui, e porque eu quero ir vê-los, vem comigo por favor, por favor", fiz trinta por uma linha. Mas, tal como eu esperava, ele usou um argumento válido: "Nós pagámos 58 euros por um dia no RIR e tu queres que pague o mesmo para assistir a uma única banda?! Na na na, tira o cavalinho da chuva". E pronto, foi, assim, destruído o meu sonho. 
No dia 26 de junho não quero ouvir/ler uma única palavra sobre os Bon Jovi. Nos dias que se seguirem, não quero ver fotos, críticas, comentários, nada. Se eu não posso ir, mais vale fingir que não existiu.

E como se o saber que não vou não bastasse, consigo sempre apanhar um comboio com uma das carruagens forrada com um anúncio gigante. Isto é de propóstito, com certeza.

"Um preguiçoso é um homem que não finge que trabalha."

Olá, o meu nome é Rapariga do Mocho e sou uma preguiçosa anónima... Das três mil coisas que tinha para fazer este fim de semana, ainda só fiz metade de uma... O meu nível de preguiça já ultrapassou todos os limites e estou a ficar desesperada... E sim, em vez de começar a fazer alguma coisa de jeito, estou aqui, a escrever este texto... E já estive no Outlook, no Facebook, já "checkei" as minhas aplicações todas do Windows8 e ainda vou ao 9gag para me rir um pouquinho... 
Alguém sabe de algum grupo de apoio para pessoas como eu? Acho que preciso de uma intervenção urgente. Por mais que queira, eu não consigo mexer-me uma palhinha... É grave, muito grave. E já sei que logo, lá para a meia-noite, que vai ser a altura em que vou começar a perceber que não tenho tempo, venho para aqui chorar um bocadinho. 
Mas ao menos tenho uma razão para sentir orgulho: eu não finjo que trabalho, não sou falsa! Eu não faço e pronto! Já aqui tinha dito isto algures, mas é uma daquelas coisas que me deixa contente. Ao menos, sou uma pessoa honesta e transparente. Ah pois!
"Mas isso agora não interessa nada", eu tenho mesmo é de começar a trabalhar. 

6 de abril de 2013

Barbaridades com que temos de levar no Facebook

Uma rapariga que é minha amiga no Facebook colocou um gosto numa foto de um rapaz que não conheço de lado nenhum. Ainda não percebi porque é que no nosso mural aparecem as "coisas" de que os nossos amigos gostam, mas isso são outras histórias. A foto mostrava o rapaz, um amigo e o sem-abrigo que costuma estar no Chiado e que tem um cartão para cada um dos seus vícios. Mas o melhor de tudo é a descrição que o iluminado rapaz decidiu pôr. Ora admirem a profundidade desta sensível afirmação:

Fuck se es sem abrigo mas uma coisa é certa es um ser humano como nos.

E eu pergunto-me: mas há alguém que não considere os sem-abrigo seres humanos?! O que é que uma coisa tem a ver com a outra? Porquê? Porque é que tenho de ler coisas como esta?
O Facebook vai de mal a pior, mas a culpa não é do Zuckerberg. É de quem por lá se passeia.

5 de abril de 2013

Viva o ser português!

Bem, parece que não venho aqui há anos. Ainda há pouco li no blog da Maçã que ela está sem tempo e eu sinto-me tal e qual como ela. Mas eu não tenho de levar com certos leitores ignorantes e sem mais nada para fazer. Uma das vantagens de ter um cantinho quase desconhecido na net! (para os leitores da Maçã, façam como eu: se ela não tem escrito, passeiem pelas publicações antigas. Há lá coisas do bom, muito bom. E parem lá de ser parvos e deixem a rapariga ter uma vida, chiça!).
Adiante. O dias desta semana têm sido o caos:

Média de horas acordada = 20h
Média de horas na faculdade = 7h
Média de horas, em casa, a trabalhar para a faculdade = 13h
Média de horas a fazer o que gosto = 0h

Há muito que não me sentia tão cansada. E agora dizem vocês: "ah, está para aqui a queixar-se, mas tem o fim de semana mesmo à porta". Pois, isso queria eu! Com três frequências e um trabalho para entregar na próxima semana, estes dois dias vão passar mais rápido do que o Bolt corre os 100m. Vai ser uma animação!
Agora, se me quiserem dizer "a culpa é tua por deixares tudo para a última", a coisa torna-se diferente. Primeiro, levam um selo na testa, depois eu desato a chorar e digo que têm toda a razão. Mas o que é que eu posso fazer? É este sangue de tuga que me corre nas veias. É daquelas coisas que não conseguimos evitar, um instinto natural, um traço genético. Mas o que interessa é que, mesmo feita em cima da hora, a minha rica banda desenha está entregue e não está absolutamente horrível (também não está fantástica, mas cada um se contenta com o que pode).
Na verdade, eu consigo sempre entregar os trabalhos e ter boa nota nas frequências, embora deixe tudo para a última e desespere ao ponto de berrar e espernear. Enquanto este método funcionar, vamos (sobre)vivendo. Quando deixar de funcionar... Não pode deixar de funcionar.