25 de fevereiro de 2013

A Melhor

A primeira vez que tomei contacto à séria com a Adele (entenda-se que ouvir a "Someone Like You" vinte vezes por dia na rádio não conta como conhecer essa grande fofinha), foi no natal de 2011, quando o meu namorado, esse grande fofinho, me ofereceu o 21. Foi paixão à primeira audição (não é tão romântico, mas é verdade). 
A partir daí fiquei fã da Adele. Não ouvia mais nada a não ser o álbum dela e, claro, passava a vida a cantar as músicas: quando estava deprimida, chorava com as baladas; quando só me apetecia partir tudo, punha-me a gritar "BUT I SET FIIIIIIIRE TO THE RAIN!!!", com direito a gesticulação e tudo. Era coisa digna de ser ver, devo acrescentar. 
Comecei a admirá-la como mulher: forte, humilde, determinada.  De desconhecida, passou a um dos meus ídolos. A sua força, a sua forma de ver a música e a indústria, as suas motivações e a sua história fascinaram-me. Mas, acima de tudo, chamou-me a atenção a forma como lidou com as críticas em relação ao seu corpo. Para muita gente (estúpida), a aparência física continua a ser mais importante que o talento. A forma como ela reage a isso só mostra a grande mulher que é e só me fez admirá-la ainda mais:  "I don't make music for eyes. I make music for ears". Toma lá morangos!
Lembro-me de dar pulos de alegria quando a vi abarcar seis Grammys de uma só vez e de me emocionar quando soube que ela estava grávida. Quando vi as nomeações para os Oscars, fiquei toda contente, como seria de esperar, por ver Adele como um dos nomes a Melhor Canção Original. Já sabia que ela ia ganhar (se não ganhasse, eu própria daria uma de Kanye West "yo, imma let you finish, but Adele..."), não foi uma surpresa. Mas não posso deixar de estar orgulhosa da minha fofa! 

You go, girl! Parabéns! 
(Bem vestida e linda. Tirando as unhas... Odeio unhas com mais de 3 milímetros acima do dedo, blhec)

24 de fevereiro de 2013

Elevadores: nunca mais

Hoje fui a casa da minha tia e, como é habitual, carreguei no botãozinho do elevador, porque a senhora mora no quinto andar e eu tenho amor à vida. Entramos todos para a maquineta, eu carrego no "5", tudo muito bem. Começamos a subir, até que chegamos ao primeiro andar e *PUM* o elevador para e as luzes apagam-se. 
Como já devem ter percebido pela experiência que tive com a trovoada, sou um bocadidito maricas, pouquinho. Tal como tenho medo de trovões, também tenho medo do escuro. Sim, sou uma criança de cinco anos no corpo de uma mulher de vinte, mas a vida tem destas coisas.
Entrei em pânico, como seria de esperar, mas o meu pai conseguiu abrir a porta. Pensei para mim: "bem vamos saltar todos daqui para fora e siga de escadas". Mas não, o meu querido e amado pai estava convencido a ir de elevador, custasse o que custasse. Conclusão: aquela m*rda pára mais quatro vezes, a meio do primeiro e do segundo andar e eu a pensar para mim: "boa, daqui não saltamos mesmo. Vamos morrer aqui, vamos ter de nos comer uns aos outros, eu vou ser a primeira a servir de alimento aos outros, meu Deus nunca mais vou ver o meu namorado, eu sou tão nova, tenho tanto para viver, não quero morrer aqui, HELP!", passou-se-me a vida à frente dos olhos. Depois o meu pai lá pensou "espera, se calhar o melhor é sair". Ficou todo trombudo (ainda ficou chateado comigo por eu ter entrado em pânico, enfim) porque percebeu que o problema era excesso de peso. Cheguei a casa da minha tia branca que nem cal e fui logo enfardar duas sandes de fiambre, só assim naquela.
E assim ficará conhecido este dia como aquele em que eu, Rapariga do Mocho, declaro nunca mais andar de elevador.

Damn you, crise!

Aquele momento fantástico em que me apercebo de que todas as minhas calças estão largas!
WOOHOO!


Seguido por aquele momento triste em que me lembro que não tenho dinheiro para renovar o armário... Chuif, chuif...
A crise é uma coisa que a mim me assiste, cada vez mais.

É nestas alturas...

... que eu gostava de ser homem. E mais não digo.

23 de fevereiro de 2013

Homens (a confirmação)

Telefonou-me agora. Está na Fnac. Estamos a conversar normalmente, quando de repente...

Ele: Não acredito! Está aqui Crysis (será isto?) para jogar!
Eu: Vai desligar em 3, 2...
Ele: Amor já te ligo, está bem?!
Eu: Tcharaaaaan!

Deus nosso Senhor me dê paciência, pa!

Homens

Eu e o meu namorado discutimos ontem. Não foi nada de grave, uma parvoíce que já nem me lembro como começou. Eu acabei por adormecer e ficou assim.
Hoje de manhã veio falar comigo. Para pedir desculpa? Não. Para dizer que era uma parvoíce e que não valia a pena chatearmo-nos?! Lá agora! Para dizer que tinha um jogo novo e que estava todo contente porque o jogo é espetacular e nhanhanha? Bingo!
Homens...

21 de fevereiro de 2013

Sou uma maricas ou gosto tanto de trovoada como de merd*

Hoje, aqui na zona, caiu uma carga de trovoada. Vá, até já vi pior, mas para uma pessoa que tem um ataque cardíaco só de ver o relâmpago, foi o pânico. 
Estava no carro com o meu namorado, na paz do Senhor, quando vejo um belo de um flash mesmo à nossa frente. Dei um salto no banco, mandei um grito e abri o lábio. Como? Levei as mãos à boca tal donzela em apuros, mas em versão besta. O anel bateu no lábio e *puf*, fez-se sangue. Sou daquelas pessoas que não pode, por nada deste mundo, ver sangue... Muito menos saboreá-lo. Mas não tínhamos lenços.

Eu (à beira das lágrimas) - Estou a deitar tanto sangue!
Ele - Chupa!
Eu - Chupo o quê?! Que nojo!
Ele - Epa chupa o sangue caraças, que mariquinhas!

Mas o pior vem sempre depois, na altura do trovão. Já tínhamos estacionado o carro quando o estrondo se deu. Dei um salto no banco e comecei a chorar... Eu sei, não foi a atitude mais adulta de sempre, mas eu tenho medo caraças!! Eu borro-me de medo!! Tenho um trauma de infância com trovoada; passei uma noite na casa dos meus avós em que trovejava de tal maneira que eu só rezava para não sentir dor quando o teto me caísse em cima. 
Ele começou-se a rir, claro, mas depois lá me abraçou e disse: "Vá anda cá... Mariquinhas." 

20 de fevereiro de 2013

Um dia... #2

... as cartas de condução vão sair nos pacotes de gomas! 


Eu sei que é capaz de não ser muito seguro, mas vejamos:

1) Ganhamos gomas;
2) Todos os dias vemos condutores cuja carta parece ter sido um brinde da farinha Amparo, portanto não faz diferença passar nos exames ou não;
3) Vai diminuir substancialmente o número de ataques cardíacos, porque poupamos os aprendizes de fazerem o exame, situação potencialmente stressante;
4) Em caso de a carta não vir no pacote de gomas que comprámos, basta ir comprando outros, o que poupa a carteira de muita gente aos 200 euros necessários à repetição do exame. E se gastarmos 200 euros em pacotes, paciência... Trazem gomas;
5) Deixarão de existir os empatas dos carros da escola de condução no trânsito, com uma fila de 20 km de pessoas nervosas atrás;
6) Poupa-se tempo, combustível e os próprios dos carros;
7) Os instrutores nunca mais vão ter azelhas ao lado durante horas e horas por dia (também não vão ter trabalho, mas vê-se isso depois);
8) É GRÁTIS! (fora o preço do pacote, mas... You'll always have gomas).

Como veem, só vantagens. Sou uma visionária!

Andar de comboio

Andar de comboio pode ter o seu quê de engraçado. Vemos pessoas a cair, a andar que nem bêbedas nos corredores das carruagens, a deixarem parte do casaco ou da mala do lado de fora da porta fechada, a serem quase esmagadas pelas portas porque decidem entrar quando aquilo está expressamente a gritar "NÃO ENTRE AGORA!", ou seja, está a fazer um "PIIIII" irritante, vemos os picas com o nariz quase a ser esmagado (sim, porque eles só saem da zona das portas depois do "PIIIII", quando as ditas se começam a fechar, só assim para o passageiro ver quem é o rei lá do sítio!) e ouvimos muita coisa... A maior parte estúpida, diga-se. Ouve-se muita conversa nos transportes públicos; para descobrir a vida de alguém chega a ser melhor do que o Facebook! E depois ouvem-se conversas como a que presenciei hoje de manhã. Dois jovens, literalmente, aos berros, a conversar sobre "Os Maias" e o "Memorial do Convento". E diziam assim:

Jovem 1: Epa, tu leste "Os Maias"?
Jovem 2: Achas que li aquilo? Porra por favor! 
J1: Eu li para aí umas 60/70 páginas, mas não consegui mais do que isso.
J2: A sério?! Eu li a primeira página e fiquei por ali, que aquilo é uma seca de todo o tamanho. Então o gajo para descrever que dois gajos estão numa richa vai descrever primeiro o tapete, o candeeiro, os botões de punho, os cortinados... E só passados cinco páginas é que percebes que eles estão a richar! Porra não há paciência para aquela porcaria.
J1: Pois. Eu gravei a série por isso sabia a história, não precisei de ler o livro. E o que achas do "Memorial do Convento"?
J2: Pffff, esse então nem lhe peguei! Que grandessíssima chachada! Nem sabe pontuar uma frase! E depois é só descrição: se ele para descrever uma coisinha de nada leva três páginas imagina para descrever a viagem da pedra grande e sei lá mais o quê.

Bem, por onde começar? Primeiro convém referir que faço parte daquele grupo de pessoas que realmente leu estas duas obras obrigatórias. Apesar de ter sido uma imposição (para quem até gosta de ter boa nota), depressa se tornou algo agradável. Adorei "Os Maias" de uma forma inexplicável. Foi uma história que me cativou verdadeiramente e agradeço por esta obra fazer parte do programa do ensino secundário. Também gostei muito, mas não tanto, do "Memorial do Convento". 
Mas percebo perfeitamente que haja imensa gente que não tenha gostado destes dois livros. Primeiro, por serem impostos, que é coisa com que muitas pessoas não se dão bem, e, depois, porque sim, principalmente "Os Maias", envolvem muitos momentos descritivos. Mas isso não faz da obra uma "porcaria". Não se ter paciência para ler é uma coisa, criticar só porque sim é outra. Então o rapaz afirma que o livro é uma "porcaria" porque leu a primeira página e não gostou? Porque é muito descritivo? Não. Ele ouve todos os alunos dizerem o mesmo, então nem se dá ao trabalho de pegar nele, porque Deus nos livre de gostar de uma "chachada" daquelas. 
E o mesmo serve para o "Memorial do Convento". O meu sentimento pelo José Saramago é um misto de amor e ódio: não concordo com grande parte do que ele defendia, mas o homem fascina-me. E fascina-me desde que li uma obra dele. Embora não simpatizasse muito com a pessoa, comecei a admirar o escritor. E embora ele tenha um problemita com pontuação (que nem é problema, é estilo literário), ao longo da obra vamo-nos habituando. 
Eu aceito que as pessoas não gostem disto ou daquilo (que remédio, ainda me sujeitava a levar dois pares de tabefes ou coisa que o valha). É perfeitamente normal. Mas o que para mim é inaceitável é criticar-se isto ou aquilo sem conhecimento de causa, só porque A disse, ou B achou, quando as pessoas que o fazem nem sequer se dão ao trabalho de investigar, de procurar, de perceber; limitam-se a falar mal.
Conclusão: embora estivesse com urticárias pelo corpo todo, só me apetecia rir na cara daquele rapaz e rapariga. Eu e mais de metade do comboio. A senhora que ia à minha frente até tirou os phones dos ouvidos para escutar tais sábios ensinamentos e só não se desmanchou em risota porque se controlou. Enfim, é assim nos Comboios de Portugal.

P.S.: Chamar gajo a uma figura Eça de Queiroz... Ai mãe...

19 de fevereiro de 2013

Doenças, doenças

Não tenho escrito porque estou que nem posso. Mas "que nem posso" não é como esse grande maluco da Frize, eu estou m-e-s-m-o que nem posso. Custa-me andar, custa-me estar sentada, custa-me estar deitada, custa-me ler, custa-me estudar, custa-me comer... Até me custa respirar, minha gente, respirar!
E em que é que isto se traduz? Não durmo, mal como, mal me mexo... Isto está lindo. Pareço uma alface. E por isso tenho andado longe aqui da blogosfera. Para terem uma pequenita noção, estou a escrever este texto sentada na minha cadeira (horrível, daquelas que nos fazem gostar de sentar o rabiosque numa pedra) e estou com as costas o mais esticadas possível, o que faz com que pareça uma girafa a escrever. 
Ultimamente tem-me acontecido tudo, realmente. Qualquer dia o meu organismo não sobrevive sem comprimidos. Todas as semanas é uma marca nova para um problema novo, uma festa. Para  experimentar tudo o que é medicamento disponível no mercado farmacêutico já me faltou mais.
Espero bem que esta porcaria de infeção passe bem rápido. O meu namorado nem me pode agarrar que eu queixo-me logo de dores! Ninguém consegue viver assim!

17 de fevereiro de 2013

Paciência é uma cena...

... Que cada vez me assiste menos! Cada vez que penso que tenho de ir para a faculdade, morre um bocadinho de mim. Não pela instituição em si, nem mesmo pelas aulas, mas por ter de aturar um bom punhado de gente estúpida. Estarei a tornar-me anti-social?
Férias, por favor, venham depressa!

Hoje estou assim...

E estou a antibiótico também... Coisas boas da vida, an?

                                                                            P.S.: Foto não roubada!

15 de fevereiro de 2013

...


"O impossível" é descrevê-lo... 
E mais não digo por risco de encharcar o teclado de lágrimas.

14 de fevereiro de 2013

O Dia dos Namorados #2

Hoje descobri que, para além dos solteiros "aziados", existe outra espécie bastante irritante neste dia: o comprometido "aziado". E eis o seu comportamento:

Comprometido "aziado": Então, o que é que vais fazer hoje?
Eu: Vou jantar fora e vou ao cinema.
C. A.: O quê?! Mas tu és parva?! Vais ao cinema num dia destes?! Tens noção que vais ficar duas horas na fila?! Diz já ao teu namorado para ir comprar os bilhetes agora senão não te safas! Que ideia mais estúpida.
Eu: Não te preocupes, nós desenrascamo-nos.
C. A.: Ui desenrascam-se sim. Vais passar duas horas na fila que vais ver. Quem é que vai ao cinema no dia dos namorados?!
Eu: Eh... Pelos vistos, eu e mais um milhão de pessoas, pela tua conversa...
C. A.: Então e que é que vais oferecer ao teu namorado?
Eu: Comprei-lhe uns chocolates muito bons em forma de coração.
C. A.: Chocolates?
Eu: Sim, é um investimento conjunto: ofereço-lhe e depois vou comendo.
C. A.: Ah pois, eu cá não gasto dinheiro. Muito menos vou sair! Este dia é estúpido, não sei para que é que o festejas, sinceramente. Não tens mais nada para fazer?
Eu: Olha e se fosses para o caralho?! (eu não disse isto, mas que me apeteceu...)

Enfim, há pessoazinhas assim: estúpidas. E sim, vou ao cinema no dia dos namorados. Se ficar duas horas na fila, paciência! Ao menos estou com a pessoa que mais amo. E sim, isto foi lamechas para caraças, mas que se lixe. Eu festejo o dia dos namorados sim, tal como festejo o dia do pai, o dia da mãe, o dia da criança e todos os outros. Isso não significa que nos outros dias do ano não diga ao meu namorado, ao meu pai ou a minha mãe que os amo. Mas se temos datas especiais para festejar, porque não aproveitá-las?

13 de fevereiro de 2013

O Dia dos Namorados

É mais um dia como os outros, mas confesso que até gosto da atmosfera que se sente no dia 14 de fevereiro. As pessoas estão felizes, sorridentes, sente-se amor no ar, está tudo mais prestável e simpático, é diferente. Fora aqueles casais que decidem, literalmente, comer-se à minha frente, o dia dos namorados é um dia fofinho e amoroso.
Mas o mais giro deste dia não são os coraçõezinhos pelo ar, não são os casalinhos que nem pardalitos às beijoquinhas na rua, não são os grandes ramos de rosas nem os peluches gordinhos que dizem "I love you" quando lhes apertamos o bucho, não. O mais giro é ver aquelas pessoas solteiras, completamente aziadas, que nos querem fazer crer que odeiam, que não suportam o dia dos namorados.O típico solteiro revoltado. "Este dia não faz sentido nenhum! Se eu tivesse namorado nem sequer o festejava! Que palhaçada consumista!", quando no fundo, no fundo, o que elas querem dizer é "Merda pa. Quem me dera não passar este dia sozinho(a). Quem me dera receber chocolates, flores, corações, até podia ser um urso do meu tamanho cor de rosa fluorescente, o que eu queria mesmo era não ter de aturar a felicidade dos outros". Não, os solteiros não são todos assim. Eu quando não tinha namorado era a solteira deprimida: via os casalinhos todos melosos e ficava no meu cantinho a enfardar chocolates e a desejar ter uma coisa assim. Mas não me armava em mete-nojo a criticar o dia só porque o passava sozinha. Não há paciência!
Mas falando de coisas menos irritantes, amanhã vou com o namorado ao cinema. Não é um plano do outro mundo, mas com o dia cheio até às 19h e tendo de acordar às 6h30 no dia seguinte, foi o melhor que arranjámos. Ele faz o jantar, vamos comê-lo à praia (o jantar...) e seguimos para o cinema. Desde que vi o trailer que quero ver "O Impossível", por isso amanhã será o dia! 
E viva o dia dos namorados! Se por acaso é solteiro e está a ler isto, não fique triste; o amor toca a todos. Se é dos aziados... Pare lá com isso. Amor atrai amor.

12 de fevereiro de 2013

Yeah!

Eu e o Mocho já estamos mais contentinhos... Chegou o nosso novo inquilino! É acabar o Mistério da Estrada de Sintra e atiro-me a este.

                                                                         
                                                                       P.S.: Foto não roubada!

!$*%#=!$#

Em modo: gritos mudos.

(e não, não são de prazer; infelizmente.)

Ah o Carnaval...


Este ano não houve, para mim, Carnaval. À parte de um balão de água que me mandaram ao carro no sábado, não atirei serpentinas, não assisti a nenhum desfile e muito menos me mascarei. Tenho pena, porque lembro-me de achar que esta era, a seguir às férias do verão, uma das melhores épocas do ano.
Lembro-me de ir sempre para a casa dos meus avós, mascarada de Princesa, de Sininho, de Joaninha, ou a minha preferida, "Ordalisca". Os meus pais são de uma terra pequena, com muito poucos habitantes, por isso, nesta altura, as terrinhas enchiam-se de crianças armadas com serpentinas e confetis e, pior, balões de água, que é como quem diz, pirralhos a sujar o chão todo e a apoquentar os velhotes. Mas, no fundo, no fundo, as pessoas adoravam aquele movimento, aquela vida toda. E eu adorava lá estar. 
A única criança que lá vivia era o meu primo, e era com ele que eu brincava "ao Carnaval". Íamos ver desfiles, atirávamos serpentinas e confetis e, claro, enchiamos balões de água. Lembro-me de pormos balões de água nos tapetes à porta de casa dos vizinhos, tocar à campainha e fugir para o "posto de vigia", onde víamos se as pessoas pisavam o balão ao sair de casa. Não vale a pena experimentarem, não funciona. Nós tentámos algumas vinte vezes e foi um grandessíssimo desperdício de balões.
O Carnaval na escola também era uma festa. O meu colégio nunca fez aqueles desfiles pela rua que dão muito trabalho aos senhores varredores de rua, mas a nossa festa era bem melhor. O refeitório transformava-se num verdadeiro Moda Lisboa, com passerelle e tudo. A escola toda desfilava para mostrar o seu disfarce e até os professores entravam na brincadeira. A minha mãe ia sempre ter comigo à hora do almoço para me tirar fotografias com os meus amiguinhos, por isso para além das memórias, tenho fotografias que adoro daqueles tempos. 
Tenho saudades caraças. Se houver emprego para mim (se souberem de alguma coisa daqui a três anos, apitem), hei de mascarar-me todos os anos com os "meus" putos.

10 de fevereiro de 2013

Um dia...


... vou fazer da fotografia a minha vida. :)

Mini-férias

Ahhh a felicidade de ficar quatro diazinhos em casa logo na segunda semana de faculdade! Bem, tecnicamente são só dois, mas para efeitos de felicidade, vamos fingir que o sábado e o domingo também são férias.
E em que é que eu já contribuí para o desenvolvimento de trabalhos e para o alcance de uma boa nota nas cadeiras deste semestre? Tchan tchan tchan tchaaaaaannn... NADA! A minha vontade de fazer alguma coisa diminui a cada segunda que passa, por isso ainda não peguei em nada. Tenho textos para ler, coisas para passar a limpo, exercícios para resolver, mas em vez disso, passo os dias de cu na cama a ver séries e filmes! Acho que assim vou longe.

6 de fevereiro de 2013


Obrigada Eça, pela companhia!

Hoje não foi um dia bom

Dormi mal, acordei cedíssimo e fui a pé para a estação porque, sinceramente, não confio nos autocarros. Fui trajada, por isso o meu calçado não era propriamente o mais adequado a uma caminhada de quinze minutos. Mas fui. Cheguei à estação em cima da hora, apanhei o comboio e saí no sítio do costume. Entre solavancos e pés quase torcidos, lá cheguei à faculdade. Aula de Artes. O horror, porque eu e o desenho... nada amigos. Mas até se passou bem. Aula de Sociologia: meu Deus, implementaram aulas em chinês nas universidades portuguesas e não me avisaram? 1h30 a apanhar do ar, literalmente. Almoço, lavo o nariz e vou para a praxe. As coisas correm bem. Depois de vinte minutos a pé chego ao local pré-definido. Os pés a sofrer, claro. O vento e o frio e o facto de ter passado as duas aulas sem óculos resultam numa grande dor de cabeça. Regresso à faculdade. A meio do caminho, o pé desliza e eis que... O salto se parte. Cinco minutos em biquinhos dos pés, até à loja mais próxima para comprar super-cola. Compro um tubinho (UM ROUBO) e colo o salto à sola. A meio do processo, consigo colar também os dedos. Fujo para a estação de regresso a casa; o comboio chega mais cedo. Tenho de correr com um salto meio manco. Lindo. Entro no comboio, nem um lugarzinho. Sete estações depois, lá avisto um banco. Sento-me e outra senhora senta-se no banco ao lado do meu. Põe o rabo mesmo em cima da minha capa. Levanto-me para sair e luto para tirar o derrièrre dela de cima de uma parte de mim, com pressa para não ser esborrachada pelas portas do comboio. Venho para casa. Doem-me as costas, os pés, a cabeça, os olhos, os ouvidos, o nariz. Hoje não foi um dia bom. E agora tenho de ir passar imensas coisas das aulas para o dossier. Mas enfim, "podia ter sido pior".

5 de fevereiro de 2013

Regresso à faculdade #2

Bem, estou no segundo dia deste semestre... E já estou a começar a produzir fumo nos tímpanos!! Eu toda contente porque "ah e tal, este semestre tenho menos duas cadeiras, mais tempo livre, vai ser uma festa". Não. Não mesmo. O trabalho é muito mais complexo, por isso exige muito mais de mim, logo o meu choro vai passar a ser, também entregue em duodécimos: em vez de chorar só no fim do semestre, vou chorar um bocadinho todos os dias, já que vou ter de trabalhar t-o-d-o-s os dias. Se bem que, sejamos sinceros. Eu digo isto... agora! Vou acabar por deixar tudo para a última, aliás como sempre. Até porque adoro adrenalina! Ui, trabalhar à pressão? Não é para meninos! É mais para quem não gosta de dormir ou de ter vida ou de ser feliz. 
Façam um favor a vocês mesmos: não deixem tudo para a última!! Embora eu o faça sempre, mas isto de ser bom não é para todos, eheh.

4 de fevereiro de 2013

Regresso à faculdade

E eis que, passadas três semanas de repouso absoluto, regressei à faculdade. Tive bastante sorte porque tenho um horário daqueles pelos quais rezamos e até agora os professores foram fofinhos (ainda só conheci dois, mas não importa). 
Depois de cinco anos, vou voltar a ter História de Portugal. Amo, sinceramente, História, por isso claro que fiquei contente quando soube que vou ter esta cadeira. Acho que era impossível ter um professor mais graçolas e simpático, por isso estou feliz. Para além disso, nada melhor do que saber que um dos trabalhos que vou ter de fazer envolve a leitura de um livro que ando a namorar há já algum tempo: "Enquanto Salazar dormia". Senhor professor, eternamente agradecida! Não podia estar mais contente. 
Agora a parte má. Como é óbvio, há sempre uma parte má. É muito giro ter tardes livres (obrigada senhores da secretaria ou quem raio faz os horários), é ótimo. Mas claro que para sair cedo, tem de se entrar cedo. E pronto, amanhã vou ter de sair de casa às 7h para estar na faculdade às 8h. Isto significa que vou ter de acordar um pouquinho antes das 6h. Yupi! Que bom! 
Agora vou fazer a parte gira: preparar o dossier novo, com folhinhas em branco e passar o que escrevi nas aulas de hoje. Adoro esta fase! O bom do ensino superior: ter duas oportunidades por ano de ter cadernos novos... E giros, claro!
Hoje vou ter aula de condução durante a noite. Vai ser o medo, mas esperemos que não espete o carro contra um muro.

Queimar os últimos cartuchos

Como já tinha dito, hoje foi dia de ir ao estádio. Depois de uma pilha de nervos, chegámos dez minutos depois do início do jogo. Perdemos um golo, mas o Benfica lá nos deu mais dois para compensar! O estádio estava compostinho, com quase 40 mil cabeças. 





A noite foi boa, mas regressando à realidade, encontro-me em estado depressivo. Amanhã (re)começa a faculdade e eu ainda não entrei bem no espírito. Basicamente, ainda não preparei nada, nem um caderno e uma caneta sequer, por isso, tendo em conta que já passa da meia-noite, acho que estou no bom caminho!

P.S.: Fotos não roubadas!

1 de fevereiro de 2013

A Surpresa

E na quarta-feira lá consegui concretizar a minha surpresa! Levei o fofinho ao teatro e ele ficou todo maluco, literalmente. Não lhe disse nada, apenas disse que me apetecia ir a Lisboa passear. Não desconfiou de nada (diz que sou boa atriz, ah pois!).  Só quando chegámos à porta do Villaret é que ele percebeu o que se passava. Expliquei-lhe que ainda não lhe tinha dado a prendinha de anos e que era por isso que ali estávamos. Ficou radiante, claro, e enquanto ainda digeria a situação, aparece-nos o José Raposo (só assim por acaso, ator e personagem principal da peça que íamos ver) à frente. Ainda deu para tirarmos uma foto, desejar-lhe "muita merda" e perceber o quão simpático o homem é, que até elogiou a minha surpresa (não é para todos pa!). Ele adorou, por isso pode dizer-se que fui bastante bem sucedida! A peça foi espetacular e a noite excelente. Aqui ficam algumas fotos.







O próximo programa é no domingo:  ir ver o Benfica ao estádio, pois claro! E um grande aleluia aos amigos do meu pai que arranjam bilhetes à borla para a família.

P.S.: Foto não roubada!