21 de fevereiro de 2013

Sou uma maricas ou gosto tanto de trovoada como de merd*

Hoje, aqui na zona, caiu uma carga de trovoada. Vá, até já vi pior, mas para uma pessoa que tem um ataque cardíaco só de ver o relâmpago, foi o pânico. 
Estava no carro com o meu namorado, na paz do Senhor, quando vejo um belo de um flash mesmo à nossa frente. Dei um salto no banco, mandei um grito e abri o lábio. Como? Levei as mãos à boca tal donzela em apuros, mas em versão besta. O anel bateu no lábio e *puf*, fez-se sangue. Sou daquelas pessoas que não pode, por nada deste mundo, ver sangue... Muito menos saboreá-lo. Mas não tínhamos lenços.

Eu (à beira das lágrimas) - Estou a deitar tanto sangue!
Ele - Chupa!
Eu - Chupo o quê?! Que nojo!
Ele - Epa chupa o sangue caraças, que mariquinhas!

Mas o pior vem sempre depois, na altura do trovão. Já tínhamos estacionado o carro quando o estrondo se deu. Dei um salto no banco e comecei a chorar... Eu sei, não foi a atitude mais adulta de sempre, mas eu tenho medo caraças!! Eu borro-me de medo!! Tenho um trauma de infância com trovoada; passei uma noite na casa dos meus avós em que trovejava de tal maneira que eu só rezava para não sentir dor quando o teto me caísse em cima. 
Ele começou-se a rir, claro, mas depois lá me abraçou e disse: "Vá anda cá... Mariquinhas." 

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