28 de julho de 2013

Sunday Nights

Eu costumava ver o BBVip aos domingos à noite, e era feliz. Sim, é provavelmente o formato mais odiado de todos os tempos, mas eu sou maluca por reality shows, não me crucifiquem. Por isso, uma vez que o BB chegou ao fim, os meus domingos ficaram um pouco mais vazios. "Mas estrearam dois programas novos!", diriam vocês. Vamos aos factos:

Cante Se Puder 
Bem... Tenho um pavor enorme a cobras, tarântulas e afins. Tenho mesmo medo, ao ponto de ter pesadelos por ver uma foto ou um vídeo onde uma dessas criaturas figure. Odeio, tenho pânico, é horrível. Por isso, porque suspeito que coisas dessas andarão a passear pela SIC nos domingos à noite, nem sequer vou tentar ver. Só de pensar na hipótese de vê-las já estou com pele de galinha.

- Dança com as Estrelas
Programas de dança... Bah, não consigo. Acima de tudo, não percebo puto de dança. Não é possível julgar os concorrentes quando não se sabe o que eles estão a fazer e eu cá sou pessoa de mandar o meu bitaite de quando em vez. E não posso com a Rita Pereira. Aquela rapariga tira-me do sério, credo. Ora, assim sendo, a TVI também não vai ser o meu poiso nestas noites tristes.

Visto que na televisão não dá nada que me agrade, vou optar por continuar a maratona de Sex and the City. Isso, sim, é de valor.

P.S.: Que raio de cabelo é o da Cristina Ferreira? E aquele vestido, não é way to much?

O Grande Gatsby

Já comecei a atirar nas leituras. A primeira vítima foi O Grande Gatsby ou A Grande Desilusão. Vá, não foi uma desilusão assim tão grande porque, na verdade, não sabia bem o que esperar do livro.
Enquanto procurava um livro numa das estantes da sala, depois de percorrer vários títulos, aquele chamou-me à atenção. Não por ser um título mais especial do que os outros, mas por me fazer lembrar o Leonardo DiCaprio, ou Leozinho, para mim. Levei-o para o quarto e, basicamente, devorei-o. É muito fácil de ler, não é muito grande e a escrita não é muito complexa, é super acessível. O problema é mesmo a história.
Os primeiros capítulos são uma autêntica divagação, que em nada contribuem para a história em si. Desde que comecei a ler que nunca soube muito bem onde é que aquilo tudo ia parar e, quando acabei, fiquei com a sensação de: "mas é só isto?". Não há grande história, nem grande caracterização das personagens. Muita coisa fica por contar e outra é contada desnecessariamente. O fim é, basicamente, uma desilusão, que até tem o seu sentido, mas não tem graça nenhuma. Havia muita coisa que o autor podia ter desenvolvido, mas não o fez. Acabei o livro com várias perguntas, todas sem resposta. O que acontece à Daisy? Alguém chega a saber a verdade sobre o acidente? Qual era o negócio do Gatsby? Pois, fica para um O Grande Gatsby - Revelações.
Não gostei, confesso. Mas, se há coisa que o livro conseguiu, foi deixar-me curiosa em relação ao filme. Quero ver em que é que pegaram! Ou então quero ver o Leo num ecrã gigante, também pode ser isso.

26 de julho de 2013

Leituras

Hoje fui ao Continente e a primeira coisa em que reparei foi num cartaz gigante que dizia "Feira do Livro". Fiquei logo aos pulinhos e disse à minha mãe que tínhamos de lá passar antes de irmos embora. E assim foi.
Vi vários livros que gostava muito de ler e, embora alguns estivessem com descontos fofinhos, preferi não fazer sofrer a minha mãe. A senhora mal recebeu e eu já lhe ia estourar o ordenado? Não. Pus-me a pensar e tenho tantos, tantos livros em casa que nunca li, por que não começar por esses em vez de comprar novos? Na verdade, não são meus, são do meu pai. Têm todos mais de 15 anos, mas e então? Andou ele a ganhar concursos de poesia para receber tantos livros e agora estão todos a ganhar pó nas prateleiras da sala, sem que ninguém lhes pegue? Pois bem, queridos livros, preparem-se, porque eu vou atacar! Inofensivamente, claro. Não tenciono fazer nenhuma chuva de páginas de livros. 
A única questão que se impõe é: por onde é que eu começo?!

25 de julho de 2013

Amor com amor se paga

Sempre que peço ao meu namorado para me oferecer roupa ou acessórios, a resposta é sempre a mesma: "Já tens muitas camisolas", "Já tens muitos brincos", "Já tens muitos sapatos". E eu engulo. Engulo, mas sei que um dia vou ter a minha vingança. E esse dia foi hoje. 
Veio chorar-me um jogo qualquer, Crysis 3, ou o camandro. E eu disse-lhe: "Já tens muitos jogos". Começou a fazer birrinha, porque é o melhor jogo de sempre, porque não costuma comprar, porque é colecionador de bons jogos (e eu colecionadora de boas roupas, olha agora). Por mim pode chorar à vontade, quero lá saber. Precisa lá de mais jogos! Há de ficar a chuchar no dedo, como eu tenho andado. Tss, homens.

24 de julho de 2013

Prince George of Cambridge

Já se sabe o nome da criança. George Alexander Louis. Andava tudo doido com apostas: será George? Será Alexander? Será Louis? E eis que é tudo isso! Tudo junto, que assim ninguém fica chateado. Gostava de saber como vão fazer as casas de apostas. É que, na verdade, todos acertaram. Se eu tivesse sido da team Alexander ou da team Louis, ia lá reclamar as minhas libras.
Agora que sei o nome do puto, até tenho pena de não ter apostado. Podia ter ganho uns trocos porque sempre disse que seria George. É um nome à rei, é pomposo, sério, bonito. Eu cá gosto. O Alexander dispensava. Mais valia ser George James Louis, mas pronto, quando casar com o Harry vou ter a minha oportunidade de dar nome a um príncipe (estou a brincar 'mor, sabes que eu nunca te trocaria pelo Harryzinho!).
Para quem anda mais distraído, o príncipe George já tem uma página à maneira na Wikipédia. Aquela gente é um espetáculo. Ainda mal saiu nos sites de notícias e aquilo já está atualizado! Quem desejar fisgar um príncipe, agora tem mais uma hipótese. Foi-se o pai (e que rico pai), mas deu-nos um filho para continuarmos a sonhar! 

Fofinhoooo!

23 de julho de 2013

Trauma, trauma, trauma

Já disse por aqui que adoro séries e que uma das minhas preferidas é a Anatomia de Grey. Já vai na 9ª temporada e, por mim, podia ter umas vinte, que eu sei que nunca me cansaria. Por causa das aulas, das frequências e de tudo o que a vida de estudante acarreta, perdi-me algures na 7ª temporada e nunca consegui ver uma temporada como deve ser (seguida e do início ao fim). 
Graças ao wareztuga (provavelmente, a oitava maravilha do mundo), posso ver as séries de que gosto de trás para a frente. Adoro HIMYM, mas não tinha visto nem metade, por isso enfiei-me no site e em quatro dias tinha a série toda vista. Pensei fazer o mesmo com a Grey, ver tudo desde o início. Mas, depois, pus-me a pensar... Como é que eu vou conseguir reviver a morte do Denny? A morte do O'Malley? A fuga da Izzie? O casa e descasa do Derek e da Meredith? A quase morte desses dois? O alzheimer da Adele? O acidente da Torres e da Arizona? Eu chorei baba e ranho nesses episódios e vou ser maluca ao ponto de me fazer passar por estes momentos traumáticos outra vez?! Não sei se estou preparada! São coisas difíceis de ver para uma sentimentalistomariquinhas como eu. Será que sou capaz? Vou experimentar ver os primeiros episódios, e depois logo vos digo como correu a coisa. Não prometo que vá ser bonito.

Meanwhile...

O casal mais giro do mundo e seu rebento. 
É impressionante como esta mulher está sempre bonita. Um dia depois do parto e está ali toda fresca!

Goonies!

Devo estar a chocar alguma. Tive de ir ao fundo da gaveta buscar uma sweatshirt e as minhas calças de fato-de-treino de inverno, porque estava cheiinha de frio. Querem ver que estou a ficar doente, outra vez?
Vim para o sofá deprimir e, graças ao canal Hollywood, estou a ver um dos filmes da minha vida: Os Goonies. Lembro-me de me borrar de medo a ver este filme quando era miúda. Para mim, era como um filme de terror. O que me fascinava era a aventura, a busca do tesouro. E o puto gorducho. É o mais engraçado de sempre. Espero que a vossa tarde esteja a ser um pouquinho mais animada que a minha. Por estes lados, vamos continuar aninhados: eu, o sofá e as almofadas.

Pedacinhos do fim de semana


Obviamente, não é a minha mão. Yéca, bichos com baba!



A casa da avó.

P.s.: Fotos não roubadas!

22 de julho de 2013

Já nasceeeeeu!

Mais um príncipe no mundo; o bebé da Kate (e do William, vá) é um pilinhas!!! São 23h e esta notícia já é de há um bocado, mas uma doida pela família real como eu não podia deixar de partilhar a notícia aqui no blog (embora já toda a gente saiba). Vamos lá ver agora o nome do puto. Que seja bonito, por favor.

Is Kate Middleton pregnant?
Provavelmente, a grávida mais gira do mundo.

19 de julho de 2013

Vou ali...

... E já venho! Bom fim de semana!

Miminhos

Porque eu também mereço e porque, apesar de sustentada pelos pais, vou guardando alguns troquinhos, hoje fui comprar uns piquenos mimos para mim.





Vamos ver como se portam!

17 de julho de 2013

Want, want, want

curto : ROUPA Shorts

camisa : ROUPA Camisa & Tops
Ando há mil anos à procura de uma coisa destas, mas só as encontro a mais de vinte euros e isso não é para a minha modesta carteira.

 : ROUPA Vestidos

Tudo da Shana, lojinha simpática e barata, como se quer. Preciso de ir às compras!

15 de julho de 2013

YSL

Adoro ver homens de polo. É uma coisa minha, pronto. Há homens que gostam de ver mulheres com decotes até aos joelhos, eu gosto de ver homens com um belo de um polo. Dá outro ar! O meu namorado já sabe disso e, por isso, há uns tempos, comprou uns poucos. Hoje veio cá a casa e tinha vestido um polo azul escuro giro, giro, giro. Quando abri a porta, lembro-me de pensar "epa, este gajo está mesmo sexy!". 

Eu: Estás tão giro!
Ele: Estou com uma daquelas camisolas de que tu gostas.
Eu: Eu sei! Fica-te tão, tão bem!
Ele: Mas esta não é nova, já tenho isto há uma porrada de anos.

Fechei a porta e, de relance, fisguei um logótipo conhecido e de que gosto muito.

Eu: Esse polo é da Yves Saint Laurent! 
Ele: An?
Eu: O teu polo. Olha para a marca, é da Yves Saint Laurent!
Ele: Pois... Não faço ideia do que é isso. Isto para mim são três letras.

Fiquei assim, meia boquiaberta. É um símbolo reconhecível. Mas já sei como ele é. Se lhe puser uma mala com as letras LV à frente, de certeza que ele atira qualquer coisa como "é do Luís Vítor?".  Não liga nada a essas coisas, e eu adoro-o mesmo assim.


Era tipo este. Mas ao meu homem fica melhor, que este moço da foto é meio trinca-espinhas.

14 de julho de 2013

Hoje fui aos Açores

Estou a brincar, fui só à Praia Grande!

Porquê?!

Devia existir uma clausula no contrato das pessoas que entram em Casas dos Segredos, BBs e afins que os proibisse de estar a menos de dez quilómetros de microfones. É que depois chegam cá fora, acham que sabem cantar e saiem-se com estas coisas. Parem lá quietos, pá! 'Tou cheia de vos ouvir!


Geocaching? Querias!

Hoje combinei com o homem ir fazer geocaching. Só fizemos uma vez e, como o tempo está choucho por Sintra, decidimos que era um bom dia para caminhar e procurar caches. Até aqui tudo bem. Veio buscar-me a casa e seguimos para a vila. Estacionámos ao pé do Museu Anjos Teixeira e subimos até ao Palácio da Vila. Eu, geocacher prendada, registei num bloco de notas as caches que existem por ali; apontei coordenadas e pistas, tudo bonitinho. Ele liga o GPS no telemóvel e começa a mexer naquilo.

Ele: Isto não dá.
Eu: Como não dá?
Ele: Não dá! Odeio este telemóvel, qualquer dia parto esta merda ao meio! (reação normal)
Eu (superentendida nestas coisas de geringonças, ainda por cima de dedos): Então, mas porque é que não dá? 
Ele: Olha porque não dá! Este programa não presta!
Eu: Boa. Então não vamos encontrar nada hoje? Eu disse-te para veres melhor, trouxesses o tablet!
Ele: Eu sabia lá que isto não dava!
Eu: Eu avisei! (sorriso de troça e alguma satisfação - ter razão é sempre bom)
Ele: Desculpa... Pensa pelo lado positivo, para a próxima já sabemos!

Conclusão: fazer geocaching my ass. Ainda procurámos uma, mas sem GPS é mais difícil. Estava entusiasmada porque acho um "jogo" mesmo, mesmo divertido. É uma caça ao tesouro em ponto gigante, por isso é como voltar a ser puto. É giro. Não procurámos nada, mas tivemos imenso tempo para passear e ainda fomos à praia. Ficam aqui algumas fotos.

Nevoeiro característico

Eu vestidinha e ele na água... Engajei-me com uma besta insensível ao frio!

Eu a divertir-me enquanto ele me deixou sozinha

A minha nova camisola de eleição. Amo-a, amo-a, amo-a!

O meu bebé. Dois anos e nem um risco... Para a pessoa que assim que compra algo de valor o deixa cair ao chão, acho que mereço os parabéns!

Ainda fui ao Forum Sintra procurar as minhas amadas sandálias, mas, segundo a menina da loja, esgotaram. Em t-o-d-o o lado. Fiquei logo em estado depressivo, ainda mais depois de ter ouvido um "não precisas de mais sandálias". Tenho um par. Sim, um par. A minha mão esteve quase, quase a aconchegar-lhe a bochecha, quase!

P.s.: Fotos não roubadas!

Homens

Hoje vou passear a Sintra e estava no quarto à procura de uma mala. O meu pai entrou no quarto e olhou para a cama, toda desarrumada com o meu reportório malístico espalhado em cima dela. Observando o desastre, vira-se para mim e diz: "Credo, tens tantas malas!"... Há muito tempo que não me ria tanto.

11 de julho de 2013

Modernices

Escrevo-vos a partir de um tablet. Pelo menos, tento. Sim, tento. Se imaginarem uma foca a escrever num normal teclado de  computador têm,  mais ou menos, uma ideia de como isto está a correr. Nunca me aventurei muito nestas coisas de dedos (touch, vá), como eu, carinhosamente, chamo a tudo aquilo que exija contacto entre dedos e ecrãs. Não consigo entender-me com isto e pronto. Tento limpar uma sujidadezinha, lá vai o site com o caneco; quero aumentar o zoom de uma página do facebook,  ponho gosto numa parvoíce qualquer; quero justificar este texto, mas não faço puto ideia de como é que se seleciona o texto. E os acentos? Não sei como se põe tal coisa. A minha sorte é que isto vai dando sugestões de palavas, já acentuadas, senão isto parecia um texto escrito por um puto do primeiro ano (não desfazendo).
Mas isto é giro! Jogar aqui é beeem mais divertido, sente-se mais ação (a jogar Angry Birds, Cut the Rope ou Candy Crush - se o meu namorado sonha que eu digo que estes jogos têm qualquer tipo de ação, fico solteira em menos de nada). É engraçado,  mas não sei se hei de comprar um para mim.
Preciso de uma maquineta tecnológica para levar para a faculdade que não me deixe com as costas como as do corcunda de Notre Dame (andar com o portátil atrás durante oito horas não é bom, nada bom). Pensei em comprar um notebook, mas o homem diz que é um desperdicio de dinheiro, que custa quase tanto como um portátil e, tendo em conta que já tenho um, não faz sentido.  Quer, por tudo, que eu compre um tablet. "É super prático! Dá imenso jeito! Até para quando deres aulas será útil!". Pois, não sei. Lá que é leve, é. E não ocupa muito espaço.  Mas será que uma dedos grossos como eu se adapta a isto? Tenho dúvidas!

8 de julho de 2013

Mulheres e beleza

Nunca tive a auto-estima muito alta (nem tenho). Nunca me achei propriamente bonita, girinha, engraçadita, podia ser pior, nada disso. Tudo isso tem uma razão de ser. Quando cheguei ao 2º ciclo, a maior parte das minhas amigas era já bem mais desenvolvida do que eu. Eu ainda não tinha o período e era uma autêntica tábua de engomar: nem mamas, nem rabo, magra que doía, enfim, o ideal de rapariga. Por isso, era muito gozada pelos meus queridos e amados colegas (um deles, o rapaz de quem eu gostava - e de que gostei até ao 10º ano; um drama). Gozavam com as minhas maminhas ainda encolhidas, gozavam com a minha cremalheira (tinha uma baliza entre os dois dentes da frente) e, mais tarde, gozavam com as minhas imponentes borbulhas (sofri muito com o acne, mesmo muito). Essa fase influenciou-me até hoje e nunca consegui olhar para o espelho e ver uma pessoa bonita. Não sou nenhuma coitada, nem vivo numa depressão profunda, não se assustem, simplesmente não me sinto bela. Isso afeta a minha vida pessoal, principalmente a relação com o meu namorado. Ele elogia-me muitas, muitas vezes, o que é excelente e me faz sentir bem; o problema é que eu não acredito. E ele fica triste. Percebe, mas fica triste porque sente que, por mais que me diga "coisas bonitas", eu nunca darei valor. Não é verdade, eu dou valor, muito. Tenho é dificuldade em acreditar. Acho que ele diz isso porque é meu namorado, e não por ser realmente verdade. Enfim, são pancadas de recalcamento. Mas adiante.
Tudo isto por causa dos novos anúncios da Dove. Sempre gostei dos anúncios, mas estes últimos tocam-me de uma forma especial. Faz-nos pensar na maneira como nos vemos a nós próprias, o que vemos ao espelho e como somos capazes de reparar no que os outros têm de bonito, mas não de reparar naquilo que temos de bom em nós. São anúncios que apelam ao aumento da auto-estima de cada mulher e, por isso, fazem-nos sentir que foram feitos só para nós. Vejam este e este (tem um erro; a primeira pergunta é "qual a parte do corpo de que menos gostam?"). São ambos lindos e inspiradores. Toca a sentirem-se bonitas, fofas! (eu não entro nessa brincadeira, ok?)

6 de julho de 2013

I see retard people

A pessoa fantástica que inventou o teclado lembrou-se, convenientemente, de ter duas teclas com acentos. Agora eu pergunto: porque é que insistem em usar o apóstrofe como acento?! Usar acentos é para meninos, é? Um par de estalos, pá...

Vai haver sangue

Ontem, eu e o namorado fomos ao Ikea ("ao" ou "à"?). Ele precisava de uma secretária e eu fui acompanhá-lo. Como aquilo é um pequeno (grande) mundo, acabámos por nos perder lá dentro, mas não nos importámos. Fomos vendo cozinhas, quartos, sofás, móveis para a sala. E fomos fazendo planos. E fomos percebendo que o que um gosta, o outro detesta.

Eu: Olha aquele armário tão giro!
Ele: Que horror! Que coisa tão antiquada! Gosto mais deste.
Eu: Esse?! Credo, deixaste o bom gosto em casa?

Ele: Adoro esta cama.
Eu: Não quero mobília escura no quarto.
Ele: Mas eu adoro preto nos móveis!
Eu: E eu adoro branco!
Ele: Mas preto fica melhor, branco suja-se muito!
Eu: Quero lá saber, é branco e pronto!

Ele: Esta secretária é espetacular.
Eu: Já te disse que não gosto de mobília escura.
Ele: E então? Se tu decoras o quarto, eu decoro o escritório (assumindo que vamos ter um escritório).
Eu: O quê?!
Ele: É isso que tu ouviste. Cheira-me que quando formos viver juntos a coisa não vai correr bem.
Eu: Ai não vai não. Prepara-te para sofrer.

Ele diz isto tudo agora, mas, no fundo, no fundo, vai acabar por aceitar tudo o que eu quiser. Senão compro as coisas às escondidas, que se lixe.

5 de julho de 2013

Pior que ter ido ao ginecologista...

... Só ter descoberto que peso 60,6 kg. Que bom.

Larguem o meu pipi!

Hoje fui ao ginecologista. Às ginecologistas, mais precisamente. Não me estou a dar bem com a pílula que tomo; não conseguimos ser amigas porque ela insiste em magoar-me. A semana de menstruação é o meu pior pesadelo porque tenho dores que me atiram para a cama. Assim sendo, decidi ir ao médico saber se poderia mudar a pílula e, já que lá ia, fazer um check up à moradora de baixo.
A minha mãe acompanha-me sempre nestas coisas. É engraçado ver as médicas/enfermeiras com pontos de interrogação nos olhos: "Mas tem a certeza que quer trazer a sua mãe? Mas podemos mesmo fazer-lhe perguntas com ela aqui?". Sim, amigas. A D. Maria sabe tudo o que a filha fez/faz (não por minha vontade, confesso). E mesmo que não soubesse, assim que eu dissesse para ela esperar lá fora os olhos da minha querida mãe saltariam para fora das órbitas e sairia mais fumo por aquelas orelhas do que pela chaminé da catedral de S. Pedro em dia de "Habemus Papam". 
Disse "às ginecologistas" porque no consultório estavam a médica e uma médica estagiária. Fizeram-me as perguntas do costume e mandaram-me sentar na cadeira dos horrores. Aquela cadeira faz lembrar um qualquer instrumento de tortura da Idade Média (ou um instrumento sexual, também pode ser). E o que as médicas fazem anda bem perto de algo digno de uma casa dos horrores. 
Eu sei que sou super mariquinhas, eu sei, mas já tinha feito um exame como o de hoje e correu super bem. Desta vez, vá-se lá saber porquê, saí de lá quase com um andar novo. Deitei-me, abri as pernas, "Descontraia, se contrair os músculos é meio caminho andado para doer", "Venha para cá você, vamos ver se gosta!". Começo a ver instrumento a entrar, instrumento a sair, elas a cochichar uma com a outra e o meu pânico a subir em flecha. Olhava para o teto, olhava para o lado, brincava com as mãos e, de vez em quando, lá ouvia um "Descontraia o rabo". Saltar daquela cadeira para fora foi um alívio que não dá para explicar. Ser ginecologista deve ser muito giro (não sei porquê, mas há malucos com gostos para tudo), estar sentada naquela cadeira é que é um terror autêntico.
Mas vim de lá com o que queria: pílula nova. Agora é esperar pelo Chico para perceber se faz efeito ou não. Vim de lá também com uns comprimidos esquisitos que me impedem de fazer o amor nos cinco dias após a menstruação. Um espetáculo!

8 ou 80

Depois de ver isto, só tenho uma coisa a dizer: eu gosto do verão, mas também gosto de respirar... Respirar é bom...

4 de julho de 2013

Alguém que me interne

Tenho andado meia doente. Todos os dias tenho dores de cabeça insuportáveis e, de vez em quando, lá se me dá um ataque e pseudo-desmaio. Agora, para juntar à festa, estou para lá de constipada. Mas hoje aconteceu algo inédito.
Estava na cozinha a fazer o almoço e começou a irritar-me solenemente estar sempre a fungar. É uma coisa que me irrita, pronto. Fui à casa de banho, abri o armário, tirei a escova de dentes, coloquei pasta e comecei a lavar os dentes, tranquilamente. De repente, ouço a voz da minha mãe. Ouvi-la deve ter ligado algum botão no meu cérebro, porque levantei a cabeça rapidamente e olhei para o espelho a perguntar-me: "mas que raio estou eu a fazer? Porque é que estou a fazer isto? O que é que eu vinha aqui fazer?". O meu cérebro, pura e simplesmente, apagou. Não sabia porque é que estava na casa-de-banho e, muito menos, porque é que estava a lavar os dentes. Para não dar nas vistas, acabei o serviço e voltei para a cozinha. Quando lá cheguei é que se fez luz: eu tinha ido à casa de banho para lavar o nariz com soro e melhorar o congestionamento (nasal). Vá-se lá saber porquê, pus-me a lavar os dentes.
Fica a questão: Telhal ou Júlio de Matos?

Meu querido Algarve, minha amada Albufeira

Desde que me conheço que passo férias no Algarve. Ainda eu nadava, feliz e contente, qual peixinho, na pancinha de senhora minha mãe e já o Algarve era sinónimo de férias de sonho. Corremos a costa praticamente toda: Monte Gordo, Tavira, Lagos, Vilamoura, Quarteira, Albufeira. Todos os anos íamos para uma casa diferente e todos os anos era uma aventura descobrir aquele espaço que, durante duas semanas, seria o meu novo lar. Um dos meus momentos preferidos era, sem dúvida, a chegada. "Mãe, olha esta gaveta!". "Pai, encontrei um carrinho debaixo da cama!". "Mãe, saiu uma barata de dentro do sofá (true story)!". 
Lembrar as minhas férias no Algarve é uma experiência emocionante, porque esperava um ano inteiro por aquilo. Assim que via placas com "ALGARVE" fazia uma festa enorme, mesmo quando ainda faltavam mais de 200 quilómetros para lá chegar. Aquele cheiro, aquele mar, aquele ambiente, tudo para mim era mágico. Todas as noites íamos passear, tirar fotografias, comer gelados, ouvir o mar, era mágico. Foi no Algarve que descobri a perdição da minha vida: o crepe de morango do Nosolo Italia. Se nunca lá foram, amigos, corram para o Terreiro do Paço, Belém, qualquer coisa. São do melhor. Lembro-me de chegar à escola, no regresso às aulas, e fazer inveja às minhas amigas, porque tinha comido o maior crepe do mundo (quase) sozinha.
Passámos por quase toda a costa, mas um sítio prendeu-nos: Albufeira. A primeira vez que para lá fomos ficámos em Montechoro, num aldeamento mesmo atrás do Hotel. Ainda hoje aquela é a minha referência de casa de férias: três quartos, uma sala enorme, uma cozinha com balcão para a sala (e eu armada em Ramsay a gritar "batatas fritas prontas, pode levar!!"), uma escada em caracol para o piso de cima, churrasqueira, um jardim pequenino (mas que chegava bem para eu me divertir com a mangueira - isto não soa nada bem, mas vamos pôr-nos no lugar de uma miúda de 10/12 anos), um terraço com saída direta para os escorregas e baloiços e para a piscina. Foi a minha casa de férias de sonho. Para além disso, descobrimos uma praia linda, a praia da Falésia (ou dos Tomates, para os mais atrevidotes). Foi nesse ano que me apaixonei por Albufeira.
Desde aí, fiz a minha mãe prometer que todos os anos iríamos para Albufeira e ela foi na minha conversa; ninguém resiste aos meus olhinhos de Gato das Botas. Embora fosse uma miúda com pouco mais de 10 anos, eu já tencionava ir para lá todos os anos, duas semanas (pelo menos), mas as coisas não correm sempre como nós planeamos. Há uns anos a coisa começou a descambar: de ir duas semanas, passámos para uma e, depois, para nenhuma. Foram verões difíceis porque, sem ir para o Algarve, as férias não pareciam, sequer, férias. Passar o verão em Lisboa era a maior seca que podia imaginar. Mas tive de me aguentar. Sabia que um dia iria voltar a Albufeira, a ter as minhas merecidas férias no Algarve, a comer crepes do Nosolo até me rebentar o bucho, a passear na rua da Oura, a mergulhar no mar lindo e a pisar a areia fininha da praia da Falésia.
E chegou esse dia!!!!!!!! Férias marcadas; destino: Albufeira; data: 31 de agosto a 7 de setembro. É só uma semana, mas para quem anda a ressacar chega e muito bem! Estou super super super entusiasmada e mal posso esperar pela minha merecida semaninha de papo para o ar na zona mais bonita do país. Deixo aqui duas ou três fotos para fazer inveja!

Praia da Falésia

O alojamento 
(fofinho, barato e não tenho de partilhar a cama com a badocha da minha irmã, que adora fazer kickboxing durante a noite!)

A minha segunda casa em Albufeira

1 de julho de 2013

Obrigada, obrigada!

Quero agradecer ao Tony Carreira e ao Continente pela quinta constipação de 2013. Um agradecimento, também, aos lenços Floralys, os meus melhores amigos neste momento.

Fui à horta!

E foi mais um Mega Pic-Nic Continente, mais um concerto do Tony. Estou farta de saber o que é um porco, uma vaca, como se plantam tomates, de onde vêm os curgetes e como nascem os pintainhos. Vir de uma família da santa terrinha tem as suas vantagens. Mesmo assim, lá fui ver a horta na cidade. É uma iniciativa muito engraçada do Continente, excelente para passar um dia ou uma tarde em família e ficar a saber um pouco mais sobre aquilo que nos vem parar ao prato todos os dias (ou não). 
Este ano só fui ao fim da tarde, porque isto de morrer de calor não é para mim, que eu sou rapariga de desmaiar assim que o termómetro chega aos 30º. Não tive oportunidade de fotografar tudo o que queria, mas ainda apareci na televisão (em direto para a Alemanha, para alegrar a tarde solitária do meu tio, emigrado) e, claro, assisti ao concerto desse grande senhor da música portuguesa, que encheu o Olympia e o Atlântico, Tony Carreira.
Foi uma tarde bem passada. Só é pena que nem toda a gente seja civilizada e respeite as regras. No final da noite, era ver pessoas com raminhos de ervas aromáticas na mão, couves e mesmo aquelas placas de madeira que têm o nome da cultura em que estão colocadas (a sério, para que é que alguém quer uma placa que diz "girassol"? Para pôr na varanda?). Mas enfim, não se pode pedir muito. No ano passado não sobrou nem uma folhinha de alface para contar a história, que o pessoal arrebanhou tudo o que era vegetal, por isso estamos a evoluir. Aos poucos (não se pode pedir muito), mas estamos a evoluir.










No regresso a casa, passei pela Casa dos Bicos e pela Sé. Ainda são mais bonitas à noite!




Isto são imagens do ano passado, só para terem uma ideia!



P.s.: Fotos não roubadas!