5 de julho de 2013

Larguem o meu pipi!

Hoje fui ao ginecologista. Às ginecologistas, mais precisamente. Não me estou a dar bem com a pílula que tomo; não conseguimos ser amigas porque ela insiste em magoar-me. A semana de menstruação é o meu pior pesadelo porque tenho dores que me atiram para a cama. Assim sendo, decidi ir ao médico saber se poderia mudar a pílula e, já que lá ia, fazer um check up à moradora de baixo.
A minha mãe acompanha-me sempre nestas coisas. É engraçado ver as médicas/enfermeiras com pontos de interrogação nos olhos: "Mas tem a certeza que quer trazer a sua mãe? Mas podemos mesmo fazer-lhe perguntas com ela aqui?". Sim, amigas. A D. Maria sabe tudo o que a filha fez/faz (não por minha vontade, confesso). E mesmo que não soubesse, assim que eu dissesse para ela esperar lá fora os olhos da minha querida mãe saltariam para fora das órbitas e sairia mais fumo por aquelas orelhas do que pela chaminé da catedral de S. Pedro em dia de "Habemus Papam". 
Disse "às ginecologistas" porque no consultório estavam a médica e uma médica estagiária. Fizeram-me as perguntas do costume e mandaram-me sentar na cadeira dos horrores. Aquela cadeira faz lembrar um qualquer instrumento de tortura da Idade Média (ou um instrumento sexual, também pode ser). E o que as médicas fazem anda bem perto de algo digno de uma casa dos horrores. 
Eu sei que sou super mariquinhas, eu sei, mas já tinha feito um exame como o de hoje e correu super bem. Desta vez, vá-se lá saber porquê, saí de lá quase com um andar novo. Deitei-me, abri as pernas, "Descontraia, se contrair os músculos é meio caminho andado para doer", "Venha para cá você, vamos ver se gosta!". Começo a ver instrumento a entrar, instrumento a sair, elas a cochichar uma com a outra e o meu pânico a subir em flecha. Olhava para o teto, olhava para o lado, brincava com as mãos e, de vez em quando, lá ouvia um "Descontraia o rabo". Saltar daquela cadeira para fora foi um alívio que não dá para explicar. Ser ginecologista deve ser muito giro (não sei porquê, mas há malucos com gostos para tudo), estar sentada naquela cadeira é que é um terror autêntico.
Mas vim de lá com o que queria: pílula nova. Agora é esperar pelo Chico para perceber se faz efeito ou não. Vim de lá também com uns comprimidos esquisitos que me impedem de fazer o amor nos cinco dias após a menstruação. Um espetáculo!

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