30 de dezembro de 2013

Aquelas tretas que se fazem quando muda o ano

Apesar de as minhas passagens de ano serem sempre dos momentos mais deprimentes da minha vida, gosto da atmosfera que se vive nesta altura. As pessoas parecem esperançosas, confiantes na mudança, anda tudo simpático, queridinho, muitas são umas grandes falsas e só agem assim numa tentativa de se redimirem da merda que fizeram no ano que passou, mas enfim, as pessoas ficam mais fofinhas!
É inevitável pensar no ano que está a acabar, em tudo o que nos deu e nos tirou, nas coisas boas e nas coisas más que aconteceram. Posso dizer, sem dúvida alguma, que este ano foi o pior da minha vida. É que foi mesmo um ano de cocó. Uma grandessíssima poia de um ano, foi o que 2013 foi.
Entre perder a minha avó, assistir à separação da minha família, ser deixada pelo meu namorado (que passado um mês me vem suplicar para voltar - um episódio lindo da minha vida que um dia contarei aqui), perceber que a pessoa a quem chamava melhor amiga me saiu uma grande merda, e muitas outras coisas, este ano foi mesmo um mimo!
Mas, claro, há que ver o lado bom disto. 2013 foi um ano tão mauzinho, tão mauzinho, mas tão mauzinho, que as expetativas para 2014 estão mesmo no fundo do poço. Aconteça o que acontecer, dificilmente será pior do que tudo o que se passou este ano (querida vida, isto não é um desafio).
Feito o flashback, chega aquela altura de pensar no que queremos que aconteça no ano que se aproxima, no que queremos fazer, no que queremos ser, no que queremos que mude, naquelas tretas todas que dizemos todos os anos e que sabemos perfeitamente que nem pela metade se vão realizar, mas que pedimos na mesma, até porque pedir é grátis, não custa nada. Assim sendo, aqui vai a minha lista de resoluções para 2014:

1) Ser menos ingénua. Este foi o meu ponto fraco em 2013. Tenho mesmo de deixar de acreditar que as pessoas não me vão fazer mal, que se eu for boa para alguém, essa pessoa vai, automaticamente, ser bondosa comigo. Basicamente, tenho de deixar de acreditar em fadinhas e de viver no mundo da Floribella.
2) Manter as poucas amizades que tenho. Neste momento, tenho duas pessoas que adoro do coração e que não quero perder nem por nada deste mundo. São poucas, mas são do melhor.
3) Fazer um estágio e uma defesa de relatório do caraças.
4) Acabar a licenciatura com a melhor média possível e entrar no mestrado
5) Sair mais, divertir-me mais. O tempo passa assustadoramente depressa e não quero acordar um dia e pensar "não aproveitei a melhor fase da minha vida e agora sou uma frustrada que vive para o trabalho e não tem tempo para nada". Por isso, 2014 vai ser o ano em que vou sair mais vezes com as miúdas, vou rir muito, fazer muita maluquice (saudável) e divertir-me como nunca.
6) Rir mais. Quem me conhece sabe que isto é quase impossível, mas gargalhadas nunca são de mais e uma gargalhada espalhafatosa como a minha tem de ser mais vezes mostrada ao mundo.
7) Conhecer pessoas novas e recuperar o contacto com as velhas. Sinto falta de algumas pessoas que, por circunstâncias da vida, fui perdendo. Mas também sinto falta daqueles que ainda não conheço, de amigos novos, pessoas diferentes. Que 2014 seja um ano de novas relações!
8) Ter dates. Sim, ser solteira está a ser um espetáculo. Não tenho de dar satisfações a ninguém, faço o que bem me apetece e sinto-me muito mais feliz assim. Mas não vou mentir: sinto falta de qualquer coisa. Não me sinto preparada para uma relação séria (ainda estou a recuperar do trauma e do drama que foi o meu namoro nos últimos meses), mas não digo não a flirts ou a qualquer coisinha mais. Que pinguem homens de jeito para o meu lado, pode ser?
9) Ver Portugal ser campeão do Mundo. Eu confio em vocês, pa! Não me desiludam, é para trazer o caneco!
10) Fazer mais exercício físico e comer melhor. Estou a rir-me às gargalhadas enquanto escrevo isto porque sei perfeitamente que esta é aquela que não vou cumprir. Mas pronto, fica na lista, para não dizerem que não sou uma rapariga sonhadora.
11) Ir muitas vezes às compras. Não duvidem dos efeitos calmantes de uma boa sessão de compras!
12) Dormir mais de 5 horas por noite. Já não aguento esta vida de olheiras até ao umbigo e noites mal dormidas.
13) Ver mais filmes e mais séries.
14) Ler mais. Esta tem mesmo de ser!
15) Ir a concertos. E não, não estou a falar de ver o Tony Carreira no Mega Picnic. Preciso de ir a mais concertos de bandas e cantores dos quais gosto mesmo, mesmo (não desfazendo o Tony, que todos sabem que amo de paixão). Haja dinheiro, por favor!
16) Passear mais. Claro que ajudava se eu não tivesse deixado de pegar no carro por ter apanhado um susto. O que me lembra que em 2014 tenho de...
17) ... Voltar a conduzir.
18) Deixar se ser caguinchas. Em tudo. Preciso mesmo de ganhar tomates. É uma resolução ambiciosa, mas pode ser que seja este o ano em que isso vai acontecer.
19) Borrifar-me para o que os outros pensam. Vinte anos de vida e isto é uma dificuldade enorme para mim. Mas vou esforçar-me, prometo.
20) Ser feliz. Esta tinha de cá estar, pois claro!

29 de dezembro de 2013

Da passagem de ano

Nos últimos dias, no meu mural do facebook, só se fala de duas coisas: Natal e passagem de ano. Todos combinam festas, aderem a festas, mostram a roupa que vão usar, dão ideias sobre o que vão fazer. Se eu faço parte desse grupo de pessoas? Claro que não. Para variar um bocadinho, a minha passagem de ano vai ser em casa, com o meu pai e a minha irmã. O meu pai vai adormecer quando passarem cinco minutos da meia-noite, a minha irmã vai passar a noite a jogar Candy Crush no tablet e eu vou passar mais um ano de cu no sofá, pijama e a fazer zapping na televisão. Isto irrita-me tanto que me dá vontade de chorar. Saber que todas as minhas amigas vão divertir-se imenso juntas e que eu vou ficar em casa a curtir a depressão deixa-me mesmo, mesmo triste.
Pode ser que o próximo ano seja diferente. Ou não. 

Adoro noites de gajas

Mãe, se vires isto, o líquido no copo é sumo.

Resumo do Natal

Não chorei. Adormeci no sofá. Recebi um pijama, uma mala, um modelador de cabelo (yupi!), dois colares e dois cachecóis. Ainda não acredito que não recebi um único par de cuecas ou meias, logo este ano que até me fazia falta! Comi que nem uma lontra. Nunca enfardei tanto pudim flan na minha vida. Joguei FIFA 14 durante horas seguidas. Percebi que estou no curso certo porque sinto-me muito melhor ao pé dos putos do que dos adultos. Pronto. Foi isto. 

Aqui fica uma foto do meu outfit super nada de especial da noite da véspera de Natal. O mais confortável possível dado que tive de fazer uma viagem de quatro horas de autocarro nessa tarde. Por favor, não pensem que uso sempre a mesma camisola. Juro que tenho muitas mais.

24 de dezembro de 2013

Have yourself a merry little christmas...

Não venho aqui há anos. Não tenho sentido necessidade de escrever, mas hoje apeteceu-me regressar. Mais que não seja, por ser Natal.
Este vai ser o primeiro Natal sem a minha avó. Vêm-me as lágrimas aos olhos só de pensar nisto. Vai ser o primeiro Natal que não vou passar em casa dela, em 20 anos desta minha curta vida. Vai ser o Natal mais estranho de sempre, disso tenho a certeza. Não ficarmos enroscadas no sofá a noite toda, com os pés apontados para a lareira, não lhe dar uma prenda, não ouvi-la dizer "come mais, Owl, estás muito magrinha" ou "estás tão bonita" (mesmo que eu saiba que ela só o dizia por simpatia) deixa-me melancólica e triste. Sei que vou ter de fazer um esforço enorme para não me ir abaixo hoje, mas sei que vai ser muito difícil.
Apesar disso, sempre gostei muito desta época do ano e não é por isto que isso vai mudar. Assim, quero desejar a todos os que tenham a sorte ou o azar de passar por aqui um Natal super fofinho, junto daqueles que mais amam e que mais importantes são para vocês. Não abusem dos doces porque isto até ao verão é um pulinho e depois ou se matam no ginásio ou ficam, vá, não há maneira simpática de dizer isto, roliças. Espero que o velho das barbas (não, não é o do Benfica, o das barbas brancas) aceda a todos os vossos pedidos e, em especial, aos meus. Não fui muito exigente; por esta altura, já só peço ao Pai Natal que a CP não faça greve hoje e eu consiga chegar ao Oriente e apanhar o autocarro para a santa terrinha. Tentei pedir um namorado, mas ele não reagiu lá muito bem e eu cá não gosto de pôr as pessoas em trabalhos.

Feliz Natal!


P.s.: Estava a brincar em relação aos doces, an? Não se privem! Enfardem mousse de chocolate como se não houvesse um amanhã! Mas depois não se queixem.

17 de outubro de 2013

Ora viva

Não, não morri em Portimão. Ainda estou de ressaca (sim, duas semanas depois) e em depressão por ter saído de lá. Passou-se muita coisa e pode ser que um dia destes tenha estômago (e coração) para contar tudo o que aconteceu. Até lá, e enquanto não puser em dia o trabalho de faculdade que um simples fim-de-semana me atrasou, isto vai andar murcho. Assim como eu.

3 de outubro de 2013

É bom saber...

... que nesta noite vou dormir mais do que nas próximas três noites juntas. Vamos lá!

 
(Ah, e a mala fechou, para felicidade de todos nós. Deus é pai!)

2 de outubro de 2013

Missão impossível é...

Fazer uma mala para quatro dias com roupa, sapatos, toalha de praia, produtos de higiene, maquilhagem e acessórios sem que pareça que a dita vai rebentar pelas costuras e que vai explodir roupa por tudo quanto é sítio. Ai ca nerves!

29 de setembro de 2013

Apanhei uma molha do caralho para ir votar. É bom que valha a pena!

Ser mulher

Eu tento. Eu juro que tento. Eu começo a pensar na coisa com quase dois dias se antecedência. Começo a pensar se a camisola casa com a saia, a mala com os sapatos, os brincos com o colar. Penso em tudo ao pormenor. E depois decido. Escolho o que vou vestir e pronto, está feito, não se pensa mais nisso, é vestir e sair. 
O problema é que eu sou mulher. E por mais que uma mulher decida, com antecedência, que roupa vai vestir em certa ocasião, ela sabe de antemão que nunca, mas mesma nunca vai vestir o que planeou. Ou porque se sente horrível, ou porque de repente parece que nada combina com nada e que se vestiu de olhos fechados, ou porque se arrepende redondamente de ter comprado aquela camisola que é horrível e que lhe fica super mal e toca de ter um ataque de pânico porque "não tem nada, nadinha para vestir".
E foi isso que me aconteceu ontem. Eu planeei, decidi, escolhi tudo ao pormenor. Até me dei ao trabalho de fazer uma colagem e de, orgulhosa do meu trabalho, mostrá-la ao mundo através deste mui fantástico blog. Como já tinha tudo decidido, só me comecei a arranjar uma hora antes de sair de casa.

17h00: Tomo banho, faço a depilação, ponho os cremes na cara. 
17h30: Visto os collants, a saia e a camisa branca.
17h35: "Que nojo, estou horrível! Esta camisa fica-me tão mal! Parece que tenho banhas daqui a Madagáscar!"
17h37: "MÃAAAAEEE!!"
17h39: "Owl, se não te sentes bem com essa camisa, é simples: leva outra."
17h40: Visto uma camisola branca, rendada. 
17h43: "Não fica mal... Vou levar esta."
17h45: (reencontro com o espelho): "Mas onde é que eu estava com a cabeça quando achei que isto me ficava bem?! Estou um nojo! NÃO TENHO NADA PARA VESTIR!"
17h46: "Estás a ver, Owl, eu disse-te que tu não és rapariga de usar saias! Fui gastar dinheiro nessa porcaria e agora não gostas de te ver. Eu avisei-te!". 
17h47: Gritos. Lágrimas. "O problema não é saia, caraças! Não comeces!". Nervos em franja. 
17h48: "Veste a camisa azul, esquece o branco."
17h49: Visto a camisa azul. Até que fica bem.
17h50: Tenho de sair de casa às 18h e maquilhagem nem vê-la. 
17h51: Maquilho-me.
17h53: "Owl, tens sete minutos para sair de casa."
17h54: Espeto a escova do rimel no nariz. "Era mesmo disto que eu precisava agora."
17h55: Esfrego energicamente o nariz. "Esta merda não sai!!"
17h56: Começo a correr de um lado para o outro que nem uma maluca porque estou super atrasada, tenho o nariz cheio de rimel e os comboios deste país ainda não aprenderam a esperar por mim.
18h01: Saio de casa.
18h05: Corrida à Obikwelu para apanhar o comboio.
18h07: Apanho o comboio. Chegou atrasado. Deus é pai.

Conclusão: do que planeei, só usei a saia. Ah, e os collants.
Não vale a pena planear a roupa. O segredo é arranjar-me com duas horas de antecedência, para ter tempo de experimentar o armário todo antes de sair de casa.
É tão difícil ser-se mulher.

27 de setembro de 2013

E porque a vida não são só tristezas...

Amanhã é dia de soltar a franga! E o look vai ser, sem tirar nem pôr (vá, pondo um casaco - lindo e maravilhoso da Primark, com lantejoulas - que o S. Pedro não é um gajo fixe) , este:

(juro que não dava para isto ficar mais minúsculo)

E o confortável que são estas sabrinas, meu Deus?! Baratas e lindas! 

Diário de uma separação #2

Ver estas coisas parte-me o coração. Tive a minha oportunidade, e agora? Será que alguma vez vou voltar a ter amor? Será que alguma vez vou ter um amor como este? 

Vale a pena ver.

Um dia... #5

Vou perceber as pessoas que tiram fotos às pulseiras que lhes são dadas quando vão às urgências. Começo a pensar que sou a única a recorrer às urgências quando estou mesmo, mesmo mal e já não consigo suportar a dor. Vou começar a ir um pouquinho antes da coisa descambar, que é para ter cabeça para tirar uma fotografia e publicá-la no facebook. Eu, que nem me importo de fazer figuras tristes (faço tantas que valha-nos o Senhor), teria vergonha de estar numa sala de espera, junto de pessoas realmente doentes, e sacar do telemóvel para tirar uma fotografia ao meu próprio pulso e publicá-la nas redes sociais. É, pura e simplesmente, ridículo. Disto a avisarem quando vão fazer cocó vai ser um passo. Preparem-se.

Adeus verão!

E visto que o verão está a dar as últimas e que eu preciso mesmo, mesmo de me animar, no próximo fim-de-semana (não é este, é o outro) vou para Portimão!


Claro que não vai estar um tempaço, não vou sequer suar só um bocadinho e nem sei se os meus bikinis vão sair da mala (mais depressa sairá a camisola de lã). Mas o que eu quero mesmo é fugir de Lisboa, passar quatro dias com as minhas amigas, despedir-me em grande do verão e djivertjir! E beber. Só um bocadinho.
Agora vem a parte pior de ir para fora: fazer a mala. Faltam seis dias e eu já estou de cabelos em pé! É tão difícil ser-se mulher, senhores.

23 de setembro de 2013

À beira de um colapso cardíaco

A maior parte das pessoas pensa no dia 29 de setembro e uma luzinha se acende: "tenho de ir votar nesse dia!" (ou não, são opções). 
Eu penso no dia 29 de setembro e a iluminação de um estádio de futebol se acende: "REVENGE, REVENGE, REVENGE, ESTREIA DA TERCEIRA TEMPORADA, REVENGE, REVENGE". 
Não penso noutra coisa desde que acabei de ver a segunda temporada! Já lá vai um mês, não caibo em mim de nervos, meu Deus! Nunca mais é dia 29! E depois ainda tenho de esperar pela estreia em Portugal. E a Fox Life que nunca mais anuncia quando é que o raio da série estreia para os pobrezinhos! Vou começar a trepar paredes, trepar paredes!!!

Este Josh é tão sexy, caraças. E quando abre a boca então... É impossível resistir a um sotaque britânico. Tenho quilos de inveja da Emily, cabrita!

Trapinhos que eu usaria... #2

Trapinhos que eu usaria... #2

Estou viciada nisto!

Starting over? #3

Bem, adicionei o rapaz no Facebook. E, surpresa das surpresas... Tem namorada, claro! Mas havia dúvidas? É por isto que eu nunca tinha falado com um homem. Para a próxima vou lembrar-me. Eu já a imaginar um vestido branco, flores, altar, casa, filhos, um lar para morrermos juntos e o homem vai de ter namorada. Que vergonha, meu Deus.

22 de setembro de 2013

Trapinhos que eu usaria #1

Trapinhos que eu usaria #1

E que tal?

Brinquedo novo

Pois que descobri um site de colagens e pareço uma criança na manhã de natal, depois de receber um brinquedo espetacular. Há muito que queria fazer uma colagem virada para a moda, com roupas de que gosto e que eu usaria. Finalmente, encontrei onde fazê-lo. E de uma maneira super fácil! Talvez para vocês eu não tenha jeitinho algum, mas adoro moda e adoro conjugar trapos, por isso vou fazê-lo, mesmo que isso leve a que uma qualquer superentendida em moda chore até que lhe saltem as pestanas.
O primeiro "Trapinhos que eu usaria..." está quase quase a sair!

21 de setembro de 2013

E entretanto...

Hoje começou o outono. E o outono é a introdução ao inverno. E eu odeio o inverno. Odeio frio, odeio camisolas de manga comprida, odeio botas, odeio sapatos fechados, odeio casacões, odeio cachecóis, odeio gorros, odeio luvas, odeio leite quente, odeio chapéus-de-chuva, odeio poças de água nos passeios, odeio árvores despidas, odeio céu cinzento, odeio vento, arghhhhh! Odeio tudo o que não seja praia, calor, chinelos, calções, camisas fresquinhas, pernocas ao léu, caipirinhas, sol, céuzinho azul, noites estreladas. Para mim o verão é um emoticon a sorrir e o inverno, claro, é um emoticon a chorar. É triste, deprimente, sem graça. O inverno é um sonso e o verão é um fixe. O inverno é um gordalhunfo, cheio de borbulhas e barba mal semeada e o verão é um moreno, de olhos verdes, musculado e giro que dói. E é por isso que os leitores e eu mesma vamos fazer um minuto de silêncio por esse grande fofinho que é o verão, rezando para que o próximo volte depressinha e que seja melhor do que este que passou!

Starting over? #2

Ah, e apalparam-me o rabo durante a festa. Não é que isso me deixe feliz; não é propriamente motivo de felicidade um estranho tocar-nos no real traseiro. Aliás, mandei o homem à merda e tudo. O que importa reter é que... I sitll got it!

Starting over?

Ontem fui a uma festa, pela primeira vez desde que o meu ex-namorado e eu acabámos. Uma amiga fazia anos, havia um evento perto da nossa zona, por isso decidimos juntar o útil ao agradável. Entre música, risos e copos (pouquinhos), ganhei tomates e, pela primeira vez, falei com um rapaz.
Sei que para a maior parte das pessoas isto pode ser absolutamente ridículo: "olha-me esta, falou com um homem e já está com as hormonas todas à estaladona. Tens muito que andar, filha.". Eu sei que sim. Mas para alguém que gosta da mesma pessoa desde os 15 anos, pode dizer-se que foi um passo de gigante. Pelo menos eu sinto que sim. Pus o passado para trás das costas, pelo menos durante uma noite, e avancei. Tomei a iniciativa. Achei graça ao rapaz e fui falar com ele. Nunca, nunca tinha tomado iniciativa, para nada. Foi a primeira vez. E correu bem. Ele era super giro (tenho bom gosto!) e para lá de simpático. Se ele achou tanta piada à minha pessoa como eu a ele, não sei. Desconfio que não. Mas deu-me bola. E isso foi o suficiente para a minha auto-estima, que tem andado bem, bem no fundo do poço, subir só assim um bocadinho. Se ele me reconhecer da próxima vez que nos virmos e, melhor, vier falar comigo, já me dou por muito feliz.
Poderá este ser o início de um recomeço?

20 de setembro de 2013

Diário de uma separação

Hoje chorei no comboio. E agora vou tomar banho, para poder chorar sem que ninguém me veja ou me ouça.

Dura Praxis, Sed Praxis

No verão anterior à minha entrada na faculdade, estava em pânico. Trepava pelas paredes só de pensar que ia ser praxada. "E o que é que me vão fazer?", "E vai ser pior que a tropa", "E vão-me pôr a fazer figurinhas em frente à faculdade toda", "E vão-me enfiar a cabeça num balde de merda", enfim. Tudo me passava pela cabeça. Coisas terríveis, principalmente. Sempre que ouvia falar de praxe na comunicação social era porque algo de muito mau tinha acontecido: humilhações que sabe Deus ou pior, pessoas com lesões sérias. Por isso, na noite anterior ao primeiro dia de aulas, quase não dormi. Na altura, não sabia como as coisas se processavam, por isso não fazia ideia de que se podia renunciar à praxe. Pensava que era uma tradição pela qual todos os caloiros passavam. E estava para lá de assustada.
Lembro-me do primeiro dia de aulas como se fosse ontem. Foi um dia muito marcante, o início de um novo ciclo. Quando cheguei à faculdade, fui logo para a aula; basicamente, fugi de tudo o que fosse pessoa vestida de preto. No fim da aula, vinte gatos pingados saem do pavilhão a tremer que nem varas verdes, todos a pensar o mesmo: "Pronto, é desta. Será que ao menos me deixam ligar à minha mãe só para lhe dizer que gosto muito dela e para usar o meu nome numa fundação que acabe com as praxes para todo o sempre?". À nossa espera, à porta do pavilhão, estavam dez raparigas, trajadas, todas com uma cara mais assustadora que a da gaja do "Exorcista" ou lá o que é (não vejo filmes de terror, corrijam-se se estiver errada). Perguntaram-nos se queríamos ser praxados. Se queríamos. Uma novidade para mim. Em vez de me puxaram pelos cabelos e arrastaram para um qualquer canto da faculdade, perguntaram-me se queria. A medo, disse que sim. Ao meu lado, alguns disseram que sim, outros disseram que não estavam interessados. E foram à sua vida, na paz do Senhor. Assim que aceitámos ser praxados é que começou o tormento. "Não me olhe nos olhos, caloira", "Tem de conhecer-me pelos sapatos, caloira", "Caloiro não ri", "Caloiro não fala". Eu, rapariga educada, habituada a olhar para as pessoas quando falo com elas, sofri horrores nos primeiros dias de praxe. Não poder olhar para os olhos de uma pessoa e falar com ela como se fosse estrábica, fez-me mais confusão do que estava à espera. E os gritos? Mãezinha, os gritos. De vez em quando esganiçavam-se de tal maneira que eu até dava um pulinho. E claro, porque é da Praxe, os batons, o verniz. A minha cara cheia de letras, um bigode, uma monocelha. E os meus pés cheios de "x". Caí no erro de ir para a praxe de sandálias (porquê, Senhor?!), o que me deu direito a cinco minutos na banheira a esfregar os vestígios da praxe. 
Lembro-me de chorar durante toda a viagem de regresso a casa. Queria desistir daquilo, não estava para ouvir gritos, não queria passar mais horas com a cabeça para baixo, estava farta. Mas não desisti. Fui a todas as praxes marcadas pela minha turma e se umas foram piores (mais de esforço físico, flexões para aqui, pulos de galo para ali), outras foram muito boas. Construí uma relação com as minhas colegas de praxe, a quem hoje chamo amigas (das boas), que sei que não teria sido possível se não tivéssemos passado por tudo aquilo juntas. Sofremos muito? Sim. Concordo com tudo o que me fizeram? Não, e também por isso fiz questão de, enquanto praxante, não mandar fazer nada que não gostasse que me fizessem a mim- Havia dias em que me apetecia mandar a praxe toda para o raio que a parta, claro. Mas outros houve em que foi muito, muito divertido. Cantei pela Baixa, pelo Parque das Nações, pelo Campo Grande. Aprendi imensos jogos que não conhecia e, acima de tudo, ri-me. Ri-me muito durante o tempo em que fui praxada. No final do ano, tive a recompensa merecida: o Enterro do Caloiro, o prazer de vestir o Traje Académico e o Traçar da Capa. Foi dos dias mais marcantes que já tive. Lembro-me de chorar que nem uma Madalena, do orgulho que foi vestir o Traje e ter a minha Madrinha a traçar-me a capa. Não consigo expressar a felicidade que é, para mim, usar aquela capa. Sei que para muita gente é ridículo, não faz qualquer sentido, mas a mim deixa-me muito feliz.
E é por isso que me custou ouvir muitas das coisas que ouvi no ano em que fui eu a praxar uma turma de caloiros. Chamaram-me besta, estúpida, fascista e nazi. Os últimos dois custaram-me particularmente; terem-me comparado a nazis foi, sem dúvida, a pior ofensa que me fizeram em toda a minha vida. O que é que faz de mim nazi? O que é que faz de mim comparável a seres repugnáveis que apoiavam a morte de minorias, de deficientes, de homossexuais? Porque mando uns gritos de vez em quando? Porque ponho caloiros a fazer flexões? Isso torna-me igual aos nazis? A praxe é para quem quer e qualquer caloiro pode desistir, seja em que momento da praxe for. Pode abandonar a praxe a meio, se quiser. Ninguém, mas mesmo ninguém, o obriga a estar ali. No ano em que praxei, muitos caloiros desistiram e não foi por isso que foram maltratados, humilhados ou desprezados. Claro que tenho uma relação bastante melhor com quem foi praxado do que com quem não foi, mas isso é super natural. Passámos muito mais tempo juntos. Hoje tenho amigas na minha turma de caloiros. Sim, imaginem. Pessoas que foram praxadas por mim são minhas amigas. Divertimo-nos imenso, rimos muito juntas. Temos uma relação excelente, mesmo depois de eu ter gritado tantas e tantas vezes com elas, mesmo depois de eu as ter mandado fazer mais de mil flexões ao longo do ano, mesmo depois de eu ter sido uma das piores praxantes da minha turma. Mesmo assim, elas gostam de mim. E eu gosto imenso delas. 
Respeito toda a gente que odeia a praxe, que acha estúpido, ridículo, sem sentido. Respeito. E se eu respeito, porque é que quem não acha piada à praxe não me respeita a mim? Porque é que me atiram à cara que sou má, que ando a fazer os meus pais gastar dinheiro, que devia andar a estudar em vez de andar na praxe? Nunca descurei os estudos pela praxe, nunca. Se fiz gastar dinheiro aos meus pais? Pois, fiz. Mas se eles próprios não gostassem desta tradição, não tinham pago nem um cêntimo do meu Traje, nem financiado as minhas idas à praxe. Felizmente, gostam quase mais da praxe do que eu.

Tenho consciência de que a minha realidade, tanto como de caloira, como de praxante, é diferente da de muitas faculdades. E sei que existem praxantes muitíssimo estúpidos, convivi com eles, inclusivé. Há pessoas más na praxe. Mas não nos ponham a todos no mesmo saco. Não admitam que somos más pessoas só porque andamos nas praxes. Nem todos apoiamos praxes com teor humilhante ou sexual. Não pensem que somos bestas só porque até nos divertimos a mandar uns berros. Não pensem que obrigamos as pessoas a andar ali, de cabeça baixa, a encher ou a ouvir. Por isso, se se cruzarem com alguma praxe, antes de abanaram a cabeça e disparatar com quem está trajado, tentem perceber o que se passa. Perguntem, antes de acusar. Já estive dos dois lados e, por isso, sinto-me no direito de dar o meu testemunho. Gostei de ser praxada e gostei de praxar. E isso não faz de mim uma pessoa horrível.


Ah, já agora. A todos os caloiros, um bom início de ano e uma excelente praxe! E se abusarem de vocês ou se não gostarem, já sabem: ninguém vos obriga a nada e ninguém tem de fazer-vos sentirem-se humilhados. A partir do momento em que se sentem assim e em que não se estão a divertir, a praxe já deixou de o ser. Pelo menos, para mim.
Resumo dos últimos dias: toda eu sou ranho, espirros de cinco em cinco segundos, arrepios de frio e dores de cabeça que sabe Deus. O verão morreu, definitivamente, e como recordação deixou-me uma constipação daquelas. Estou com uma neura de cão terrível e a sentir-me mais sozinha do que nunca. Só me apetece enrolar-me num cobertor e dormir de manhã à noite. Estou sem paciência, estou triste, desanimada, estou puta da vida, pronto. E tenho frio. E estou carente. E não tenho ninguém.
Amanhã, para ajudar à festa, vou a uma festa, ao ar livre. Pode ser que a constipação vire pneumonia, eu vá parar a uma cama de hospital e aí haja alguém que até me dê alguma atenção e mate um bocadinho que seja desta merda de solidão que eu sinto. Não fosse o meu amor aos 7,5 euros que paguei pelo bilhete e nem punha os pés fora da cama amanhã.

17 de setembro de 2013

É isto

Bem, o que é que eu tenho a dizer sobre o regresso às aulas? Podia fazer um grande texto, podia. Podia dizer como foram as minhas cadeiras, como são os meus professores, como foi voltar a ver os meus estimados colegas. Podia falar de muita coisa, mas eu só tenho uma coisa a dizer... Voltar às aulas é uma merda.

3 de setembro de 2013

Decisions, decisions

O meu namoro de (quase) três anos e meio acabou. Em breve volto para a faculdade. Estou num curso que não tem qualquer tipo de futuro. Não tenho dinheiro porque não tenho tempo para arranjar um part-time que não prejudique os meus estudos. Preciso urgentemente de me afastar do mundo real. Preciso de férias. Preciso de dinheiro. Preciso de conhecer pessoas novas. A questão que se impõe é: devo inscrever-me na Casa dos Segredos 4?

It's my birthdaaaay... month!


Mês das prendas! E do regresso às aulas... Pontaria desgraçada, mãezinha e paizinho.

2 de setembro de 2013

Cá estamos!

E estamos muito bem, diga-se de passagem. Férias à séria, finalmente!

Praia dos Tomates (um nome giro)

P.S.: Foto não roubada!

31 de agosto de 2013

Sonhos

Eu não sei qual é a dos concursos de culinária, mas sei que sou viciada no Masterchef (USA ou Australia, mas gosto mais do primeiro porque adoro o Ramsay!). É que eu nem sou grande espingarda a cozinhar. Se fosse, dava para perceber o meu fascínio por este tipo de programas, mas o mais longe que eu vou na cozinha é uns bifinhos de peru ou um bacalhau no forno, tudo receitas que sejam fáceis e que tenham muito bem explicado quais são os ingredientes, nada de invenções. Mas ver outros a cozinhar é engraçado, é giro.
Há pouco tempo estreou a terceira temporada do Masterchef USA na Fox Life e se eu já tinha mil e uma razões para gostar do programa, agora tenho mais uma: 


Esta é a Christine, uma das concorrentes a Masterchef. É uma mulher perfeitamente normal, tão merecedora de ser participante do programa como qualquer outra pessoa. Ou talvez mais. A Christine é cega. Quando cozinha, precisa de uma ajudante que lhe indique quais os alimentos disponíveis, onde estão os instrumentos ou que lhe diga a cor dos alimentos enquanto estão a ser cozinhados. Mas não precisa de nenhum ajudante para cozinhar. Tem surpreendido os júris e também a mim. Não por a considerar menos do que os outros, nada disso, mas sim por admirar a sua coragem e determinação. Eu sou um perigo na cozinha e tenho, muitas vezes, medo do que pode acontecer. Sempre que tenho um bico aceso, não descolo do fogão. É por isso que a Christine me fez pensar e se tornou uma espécie de ídolo para mim. Não teve medo de arriscar e transformou a cegueira numa vantagem para si: tem o olfato e o paladar mais apurados, o que para quem cozinha é excelente. Ainda não sei se vai ganhar ou não, mas já é uma vencedora.
Passamos a vida a arranjar desculpas para não realizarmos os nossos sonhos... E para quê?

Mãe

Realmente, o tempo ensina-nos muita coisa. Há três anos, eu e a minha mãe não nos dávamos bem. Nada bem, na verdade. Discutíamos praticamente todos os dias. Quando eu comecei a namorar, pela primeira vez, ela teve o maior desgosto da sua vida e todos os dias falava mal do meu namorado, criticava-o, humilhava-o. Cada palavra dela magoava-me profundamente. Eu amava-o muito e ele nunca me tinha feito mal, muito menos a ela. Éramos melhores amigos e apaixonámo-nos. Ele sempre me tratou bem e, uma semana depois de termos acabado, posso dizer que tenho orgulho no tempo que passei com ele, em tudo o que fizemos e no casal que fomos. As coisas nem sempre funcionam, acontece. Não estamos chateados, não guardamos rancor, simplesmente a vida como ela era perdeu-se e a relação foi morrendo aos poucos. Também faz parte. Não estou deprimida (ainda); estou triste e tenho pena que as coisas não tenham funcionado. Fizémos imensos planos, tínhamos a vida praticamente traçada; só não contámos perder o mais importante: o sentimento. Vou sempre gostar muito dele, mas tenho de seguir em frente, procurar algo que me faça verdadeiramente feliz, algo que esta relação já não fazia. Uma pessoa infeliz não faz outra feliz, por isso nenhum dos dois estava bem.
O meu maior receio era contar à minha mãe. Já imaginava os "eu avisei-te!" ou "entregaste-te a ele e olha o que aconteceu!" ou "é bem feita, sua burra!". Não sabia como dizê-lo, que palavras usar nem em que situação fazê-lo. Não é fácil chegar ao pé da minha mãe, depois de lhe ter feito frente tantas vezes para defender o meu ex-namorado (ok, isto é esquisito...) e a nossa relação, e dizer "olha, afinal tinhas razão, não deu em nada, três anos e meio depois, aconteceu o que tu sempre previste". Não estou em estado depressivo, não choro todas as noites, mas não nego que custe e que seja estranho.
Graças a Deus, existe uma coisa chamada instinto maternal. E, nisso, a minha mãe é doutorada. Eu e ele tínhamos acabado no dia anterior, ninguém sabia. Eu e a minha mãe estávamos a conversar e, já nem sei bem porquê, a conversa chegou ao tema "namorado". 

Mãe: Então, pedes ao teu namorado. Ou já não é namorado?
Eu (atordoada e sem saber o que dizer): Erghh... Porque é que perguntas isso?
Mãe: Nunca mais saíste, tens andado em baixo...
Eu (mas que raio, como é que esta mulher sabe as coisas?): Pois...
Mãe: Não te preocupes! Há muito homem por aí! E quando não houver homens, há mulheres!

Esta foi a reação da minha mãe ao fim do meu namoro. "Avisei-te"? Não. "Toma lá!"? Não. "Segue em frente"? Sim. "Sê feliz"? Sim. De facto, geralmente, quando tememos a reação de alguém e já imaginamos o que vai acontecer, sai sempre tudo ao contrário. E ainda bem que assim foi. Saiu-me um peso de cima, senti-me leve, apoiada. 
Há três anos, dizia que não amava a minha mãe. Hoje, amo-a de todo o coração. A adolescência é mesmo uma fase estúpida; metemos na cabeça que sabemos tudo. Agora, finalmente, percebo a frase que ela tanto me dizia: "um dia vais perceber que eu sou a tua melhor amiga". E é. Melhor amiga e melhor mãe que eu poderia ter. E já fui lamechas pelo ano todo.

30 de agosto de 2013

Há sempre uma primeira vez para tudo... Pode é ser a única.

Acabei de cortar o cabelo a mim própria pela primeira vez. Quarenta e cinco minutos e um dedo cortado depois... Finalmente percebi a essencialidade da existência de cabeleireiros. Never again.

Um dia... #4

Vou perceber as pessoas que se dão ao trabalho de, numa sexta-feira à tarde, ir ao programa da Fátima Lopes para serem submetidas, em direto, na televisão, a um teste de polígrafo porque a vizinha diz que ela roubou uma galinha, porque o marido diz que ela não passou a camisa a ferro ou porque o filho diz que é adotado. Provavelmente, uma das coisas mais estúpidas que a TVI transmite.

Ah granda Shenae!

O Quim Barreiros canta "qual é o melhor dia para casar sem sofrer nenhum desgosto", eu canto "qual o melhor vestido para casar e ter a certeza de que toda a gente percebe que não sou virgem e dar um desgosto daqueles aos meus papás?". Pois bem, a Shenae Grimes, Annie do 90210, encontrou o vestido perfeito. Preto. Dez pontos pela originalidade! Já tinha visto pessoal a casar de preto, no Gypsy Weddings ou coisa que o valha, mas nenhum vestido era tão giro como este. Até eu me casava neste, se fosse tão gira como ela e se tudo me ficasse bem, claro. Mas como sou moça certinha e tenho família da terrinha que se choca com pouco, para evitar ataques cardíacos, crises asmáticas e outras que tais, vou de branco ou pérola, ou algo do género. Não quero matar ninguém de desgosto.

You go, girl!

Timing

Estou a ver Sexo e a Cidade. A Samantha está a fazer o belo de um servicinho oral ao Smith. Gemidos, "Oh my God", "You're so good". O meu pai entra no quarto. Silêncio constrangedor.
Quando eu estou a ver coisas perfeitamente inocentes, ninguém me entra pelo quarto a dentro. Mas quando há cenas de pessoas no regabofe ou pilas a dançar na televisão, o meu quarto parece a a Avenida da Liberdade em noite de marchas. Porquê, Senhor? Eu nem sou uma moça devassa! 

E para honrar o nome deste mui fantástico blog...

... a primeira compra para o regresso às aulas:




E não vamos falar mais sobre voltar à faculdade porque não me apetece chorar hoje. Mas o estojo não é uma fofura?

29 de agosto de 2013

Ele há coisas...

A minha madrinha partiu o joelho. Está, neste momento, numa cama de hospital à espera de ser operada. Partiu o joelho enquanto estava na praia. Foi à água, bandeira verde, mas o mar estava tão forte que ela perdeu o equilíbrio e caiu. Partiu o joelho. Perguntas:

1 - É possível partir o joelho?
2 - Como raio é que se parte o joelho?
3 - Como raio é que se parte o joelho na praia?!
4 - Que raio de areia era aquela, granito?!

Fiquei em estado de choque. As férias dela estragadas porque quis ir dar um mergulho. Ele há coisas...

28 de agosto de 2013

Tenho uma lágrima no canto do olho...


Um dia, vou fazer voluntariado em África. Que o meu curso sirva para servir alguém, melhor ainda se for uma criança como o Nkaitole. Emocionante...

Um achado nos saldos

Hoje acordei cedinho para ir ao médico. Consulta de dermatologia, nada de mais. Lá me passou uma lista de medicamentos, porque parece que tenho um eczema na zona abaixo dos olhos (obrigada, anos de escola e de estudo, pelas olheiras fantásticas que me proporcionaram, agradecida) e nas dobras dos braços (o senhor deu um nome estranho àquilo e eu juro que tentei descodificar a caligrafia para vos tornar pessoas mais eruditas que sabem o nome científico para a dobra do braço, mas non, c'est pa possible). Ainda me chamou princesa, por causa dos meus nomes, e disse que eu era fina, olhando-me de esguelha, quando lhe disse que nasci na Lapa. Podia ter sido pior.

A única coisa boa de ir ao hospital é o regresso a casa: aproveitamos sempre para passar no centro comercial, porque fica em caminho. Desta vez teve mesmo que ser porque estamos a dias de ir para fora e faltavam algumas peças no armário. Ora, eu, pessoa que nunca gosta de nada e que quer chegar às lojas, à última da hora, e encontrar num pedestal aquela peça que anda a magicar há uns tempos e que é mesmo perfeita, linda e maravilhosa, claro está, não encontrei nada do que ia à procura. Queria uns calções de pano, para levar para a praia, nada. Queria um macacão, nada. Queria umas sandálias, nada. Não é por falta de oferta, nem por pouca procura, é mesmo porque eu sou capaz de ser a pessoa mais esquisita à face deste nosso planeta que é a Terra (para quem anda distraído... não saem daqui a saber o nome da dobra do braço, mas saem a saber em que planeta vivem, caraças!). Nunca gosto de nada, ando sempre anos à procura; ora não gosto da cor, ora não gosto do tecido, ora não gosto do formato, ora não gosto do preço (este é mais frequente). E, geralmente, quando gosto de alguma coisa, é cara como cornos e a minha mãe vira costas e deixa-me sozinha a chorar na loja. Pode-se dizer que não tenho uma vida fácil. Já pensei seriamente em abrir uma loja com o meu nome, com roupa de que eu gosto a bom preço, que isto de andar à procura dá o seu trabalho e eu não caminho para nova. É uma canseira ir às compras para mim e para quem vai comigo. Mas eu gosto. Adoro vir cheia de sacos. A minha mãe diz que não há de haver homem que me ature e me sustente, mas eu ainda tenho esperança. Se o meu pai a atura a ela, o rapazito que me calhar terá mais sorte (estou a brincar mãe, és uma fofinha).

Mas bem, o assunto que aqui me trouxe. Como o que eu queria mesmo era um ou dois calções e um macacão simples, só para levar para a praia, fomos logo à Primark. De facto, aquela loja é qualquer coisa. Meio da semana, meio-dia e a loja a abarrotar de gente. Só vejo uma desvantagem: chegar a um sítio qualquer e ver alguém com uma mala igual à minha, uma camisola igual à minha, uns sapatos iguais ao meus, um lenço igual ao meu e eis que somos manas catatuas sem sabermos. Mas o preço é aliciante, a roupa é (na sua maioria) gira e a qualidade não é assim tão baixa quanto isso. Lancei-me à descoberta de calções e parece que a coisa desapareceu; não vi nem um par de calções de pano, rien de rien. Encontrei um macacão super giro mas ficava-me que parecia um saco do lixo com manchas cor-de-rosa, um terror.

Conclusão: quando preciso mesmo, mesmo de comprar uma coisa, nunca, nunca a encontro. É facto científico. Mas encontro sempre outras coisas giras. E desta vez encontrei uma que é mesmo a minha cara. Eu até fiquei parva a olhar para aquele vestido. É, simplesmente, perfeito. Parece que foi feito para mim! A cor é linda, a gola é linda, as mangas são lindas, é largo, como eu gosto, o corte é lindo, é tudo lindo, fadinhas fadinhas! E o preço? Essa parte é a melhor. Custava 19 euros, mas estava em promoção. E por quanto é que eu comprei esta pérola, perguntam vocês? Primeiro a foto, depois o preço (preparem-se para se espantar e para correr até à Primark mais próxima).






Tem pérolas e tudo, a minha perdição. E a cor, meu Deus, a cor!! Quando o usar, ponho aqui uma foto. A modelo não é a melhor, mas o vestido compensa. E agora, o preço... Pois bem, este vestido fofo, fofo, fofo custou 7 euritos. Sim, sete. Como? Não sei bem, mas foi, provavelmente, a minha melhor compra deste ano. Não mudava nada nele.

E agora as outras compras, todas a preços muito muito bons e que eu adoro. Coisas simples, que eu estou a guardar-me para me desgraçar no meu aniversário.



Tem uma abertura até ao rabinho, muito linda.


Um lenço cor-de-rosinha, como eu gosto.


Já os namorava há uns tempos e, finalmente, trouxe-os comigo. Adoro este tipo de ténis, porque para além de serem muito confortáveis, custam 4 euros. Come on, q-u-a-t-r-o euros por uns ténis com florzinhas? Meus!

23 de agosto de 2013

Wishlist de Aniversário

It's my birthdayyyyyyyyyyyyyyyy!!! Daqui a 23 dias, mais precisamente, mas como vou estar fora e só volto no meu dia de anos, deixo aqui, hoje, uma lista de prendas, para tratarem da questão antes de eu voltar. Sou amiga ou não sou?

Vestido combinado guipura
Estou a-p-a-i-x-o-n-a-d-a! 

A parte de trás ainda é mais gira, meu Deus!

Camisa estampado girafas
Girafaaaaaas!! 

Vestido tulipa estampado

Jersey flores strass

Bolsa shopper combinada guipura
Coisa linda!

Bottes motardes cloutées
Preciso urgentemente de umas coisas destas, urgentemente!

Calço o 39...

Depois envio a receita com a graduação, sim?

Last but not least... Estou farta de morrer de dores nas costas de cada vez que levo o portátil para a faculdade!


Como veem, não sou assim tãaaao exigente quanto isso! São pedidos fáceis de concretizar, quer dizer, não estou a pedir uma casa nas Caraíbas ou um jato privado... Mas já que falamos de meios de transporte e antes que me esqueça:

Não precisam de embrulhar, basta deixarem estacionado à porta da minha casa!

19 de agosto de 2013

A coisa está a ficar séria... E grave.

Estou tão viciada em Revenge, mas tão viciada, tão viciada... Que hoje sonhei que namorava com o Nolan, mas que na verdade gostava do Daniel e queria reconciliar-me com ele, mas não queria magoar o pobre do Nolanzito. Toda eu um triângulo amoroso... Isto de ver doze episódios num dia não podia dar bom resultado, não podia!

18 de agosto de 2013

17 de agosto de 2013

Nova aquisição!

Mas como é que eu  me esqueci de contar isto aqui no blog? Como? O ponto alto desta semana, deste mês, deste ano, da minha vida!! Esperei por este momento uma eternidade, e agora esqueço-me de o contar ao mundo, tss.
A minha mamã ofereceu à família o quê? O quê? O quê? Não, não vou escrever, vou mostrar.


FINALMENTE! O meu amor de perdição é m-e-u (e dos meus pais e da minha irmã, mas isso agora não interessa nada, como diria a tia Teresa). Agora sim, posso dizer que sou uma fotógrafa feliz. Vá, é melhor dizer só que sou feliz, que de fotógrafa tenho muito pouco (ou nada)!

Por aqui, não se faz mais nada...

... se não ver isto:


Já tinha falado, algures no blog, desta série, mas ainda não tinha tido oportunidade de a ver como deve ser. Agora que o fiz... É non stop! Revenge é, oficialmente, a minha obsessão de verão.
Enquanto procurava uma foto da série para juntar a esta publicação, descobri que a Emily VanCamp (a Amanda/Emily) namora com o Joshua Bowman (o bonzão do Daniel). Não há maior felicidade para mim do que descobrir que um casalinho da ficção se tornou um amor bem real. E ficam tão giros juntos, meu Deus! Ao menos que fiquem juntos também na série (ainda vou na primeira temporada, nada de spoilers). O amor é lindo, não haja dúvida.

12 de agosto de 2013

Update

Passei aqui só para dizer que, para além de estar sem computador por ser uma desastrada e ter deixado o fofinho cair ao chão, ontem deixei cair a máquina fotográfica e puf. Queixava-me de não ter uma máquina boa, pois agora não tenho nenhuma.  Karma?
Estou a considerar mudar o nome do blog. "A Rapariga das Mãos de Manteiga", que tal? Isto só a mim.

8 de agosto de 2013

O maravilhoso mundo das calças de homem

Hoje fui com o namorado às compras. Já há uns tempos que se queixava da falta de calças, por isso, depois de uma ida ao dentista e de marcar as bodas de prata dos meus pais, fui ter com ele e rumámos ao shopping. 
Fomos logo à Primark, que isto da crise toca a todos, e ele foi-me puxando o braço até à secção de homem. Confesso que nunca tinha viajado por aquelas bandas. O senhor meu pai é homem esquisito e, como usa fato e gravata todos os dias, a Primark não é bem o sítio ideal para esse tipo de compras. Escolheu uns calções de banho, procurou uns calções (e encontrou uns lindos, graças a mim, está claro), escolhemos uns ténis,  foi buscar um cinto (ele é capaz de ser a pessoa mais prática e menos esquisita que conheço, porque se fosse eu demorava uma hora a escolher o que ele escolheu em menos de cinco minutos; ou então é só homem) e passámos às calças. 
Eu visto o 38 e pensei cá para mim "bem, ele é gajo, os tamanhos devem ser diferentes, talvez vista o 38 ou o 40". Escolhi umas calças para ele, super super giras, já a pensar que, assim que as visse, ia vomitar-lhes em cima; não eram bem o estilo dele, mas eu ia convencê-lo. E não é que não foi preciso? Gostou delas e apanhámos um 38. Ignorei por completo o número por baixo desse. Ele foi provar e, quando saiu, disse que estava para lá de magro, porque as calças ficavam-lhe ao estilo de ex-Biggest Loser a usar a roupa do "antes". Fomos buscar um número mais pequeno. Eu procurava, qual escrava Isaura, quando ele me diz: "tem atenção ao comprimento, aquele comprimento era bom, só tens de mudar o número na cintura." Oi? Mas que raio é que ele estava para ali a dizer? Eu tinha visto dois números na etiqueta, é certo, mas não fazia puto ideia da utilidade do segundo. Pois parece que os homes têm direito a um tamanho para a cintura e outro para o comprimento da perna. Não é de génio?  Vivi enganada durante vinte anos! Porque é que nunca encontro disso para mulher? Eu sofro horrores quando compro calças,  a história é sempre a mesma: boas na cintura, não passam nas ancas, cinco metros de tecido enrolados nos tornozelos; boas nas ancas, cabia outra Owl na cintura, cinco metros de tecido a arrastar no chão.  Mas os homens? Qué lá isso! Desde que saibam os tamanhos certos para as duas medidas, compram calças sem provar se for preciso! Isto é justo? Em que terra? Eu cá exijo o mesmo tratamento.
Acabei por descobrir (e ele também, que toda a vida andou iludido, pensando que a mãe teria de arranjar tudo quanto fosse calças que ele comprasse) que o rapaz veste o 32 na cintura (palito) e o 34 em comprimento. Estamos sempre a aprender.

Um dia... #3

Vou perceber a utilidade de programas que mostram pessoas em discotecas e a divertirem-se imenso. Será que alguém gosta de deprimir ao ponto de ver aquilo? Já não basta estar em casa de pantufas e a comer que nem um boi, ainda tenho de ver resmas e resmas de gajas todas bem vestidas e a rir como se não houvesse um amanhã? Não preciso que me lembrem da minha triste vidinha cada vez que ligo a televisão nestas noites de verão, mas obrigada na mesma!

6 de agosto de 2013

Se eu podia viver sem o meu computador?

Poder, podia. Aliás, posso. O pobrezinho está para arranjar. Começou a ter ataques de pânico e a desligar-se de quando em vez, por isso não tive hipótese: teve de ir à faca. Para além disso, estive o fim de semana todo fora, o que me soube pela vida, que de vez em quando também é bom sair deste mundo de maquinetas e tecnologia para nos refugiarmos no sossego da santa terrinha. E foi isso mesmo que eu fiz. 
Desde que me conheço que, todos os anos, o primeiro fim de semana de agosto é sagrado: são as festas da terra do meu pai. Lembro-me de ser miúda e ter esta festa como o marco do meio do meu verão e, também, como o início dos meus dias felizes. A família juntava-se toda em casa, dormiam três e quatro pessoas no mesmo quarto, tudo atabalhoado, colchões em todo o canto, roupa espalhada por tudo quanto era cadeira. Uma família do tamanho do mundo numa casa do tamanho de uma gaiola. Os meus colegas gozavam comigo; era a miúda da "pacóvia" que, quando começava a escola, contava com um sorriso gigante nos lábios que tinha ido para a "pasmaceira", que se tinha juntado com os "matarruanos" e que tinha feito uma festa enorme. Eu cá não me importava, e não me importo. Tenho um orgulho enorme nas minhas raízes e tenho até pena de não ter nascido lá. 
Atualmente, as coisas já não são assim. A casa parece cada vez mais do tamanho do mundo e a família cada vez mais pequena. A morte dos meus avós foi como que o retirar dos alicerces; a partir daí, começou tudo a ruir. Mas não é por isso que eu, os meus pais e a minha irmã deixamos de cumprir a tradição. E todos os anos lá vamos nós. Passa sempre a correr e quatro noites parecem quatro horas, mas sabe sempre muito bem. Em breve, fotos!

28 de julho de 2013

Sunday Nights

Eu costumava ver o BBVip aos domingos à noite, e era feliz. Sim, é provavelmente o formato mais odiado de todos os tempos, mas eu sou maluca por reality shows, não me crucifiquem. Por isso, uma vez que o BB chegou ao fim, os meus domingos ficaram um pouco mais vazios. "Mas estrearam dois programas novos!", diriam vocês. Vamos aos factos:

Cante Se Puder 
Bem... Tenho um pavor enorme a cobras, tarântulas e afins. Tenho mesmo medo, ao ponto de ter pesadelos por ver uma foto ou um vídeo onde uma dessas criaturas figure. Odeio, tenho pânico, é horrível. Por isso, porque suspeito que coisas dessas andarão a passear pela SIC nos domingos à noite, nem sequer vou tentar ver. Só de pensar na hipótese de vê-las já estou com pele de galinha.

- Dança com as Estrelas
Programas de dança... Bah, não consigo. Acima de tudo, não percebo puto de dança. Não é possível julgar os concorrentes quando não se sabe o que eles estão a fazer e eu cá sou pessoa de mandar o meu bitaite de quando em vez. E não posso com a Rita Pereira. Aquela rapariga tira-me do sério, credo. Ora, assim sendo, a TVI também não vai ser o meu poiso nestas noites tristes.

Visto que na televisão não dá nada que me agrade, vou optar por continuar a maratona de Sex and the City. Isso, sim, é de valor.

P.S.: Que raio de cabelo é o da Cristina Ferreira? E aquele vestido, não é way to much?

O Grande Gatsby

Já comecei a atirar nas leituras. A primeira vítima foi O Grande Gatsby ou A Grande Desilusão. Vá, não foi uma desilusão assim tão grande porque, na verdade, não sabia bem o que esperar do livro.
Enquanto procurava um livro numa das estantes da sala, depois de percorrer vários títulos, aquele chamou-me à atenção. Não por ser um título mais especial do que os outros, mas por me fazer lembrar o Leonardo DiCaprio, ou Leozinho, para mim. Levei-o para o quarto e, basicamente, devorei-o. É muito fácil de ler, não é muito grande e a escrita não é muito complexa, é super acessível. O problema é mesmo a história.
Os primeiros capítulos são uma autêntica divagação, que em nada contribuem para a história em si. Desde que comecei a ler que nunca soube muito bem onde é que aquilo tudo ia parar e, quando acabei, fiquei com a sensação de: "mas é só isto?". Não há grande história, nem grande caracterização das personagens. Muita coisa fica por contar e outra é contada desnecessariamente. O fim é, basicamente, uma desilusão, que até tem o seu sentido, mas não tem graça nenhuma. Havia muita coisa que o autor podia ter desenvolvido, mas não o fez. Acabei o livro com várias perguntas, todas sem resposta. O que acontece à Daisy? Alguém chega a saber a verdade sobre o acidente? Qual era o negócio do Gatsby? Pois, fica para um O Grande Gatsby - Revelações.
Não gostei, confesso. Mas, se há coisa que o livro conseguiu, foi deixar-me curiosa em relação ao filme. Quero ver em que é que pegaram! Ou então quero ver o Leo num ecrã gigante, também pode ser isso.

26 de julho de 2013

Leituras

Hoje fui ao Continente e a primeira coisa em que reparei foi num cartaz gigante que dizia "Feira do Livro". Fiquei logo aos pulinhos e disse à minha mãe que tínhamos de lá passar antes de irmos embora. E assim foi.
Vi vários livros que gostava muito de ler e, embora alguns estivessem com descontos fofinhos, preferi não fazer sofrer a minha mãe. A senhora mal recebeu e eu já lhe ia estourar o ordenado? Não. Pus-me a pensar e tenho tantos, tantos livros em casa que nunca li, por que não começar por esses em vez de comprar novos? Na verdade, não são meus, são do meu pai. Têm todos mais de 15 anos, mas e então? Andou ele a ganhar concursos de poesia para receber tantos livros e agora estão todos a ganhar pó nas prateleiras da sala, sem que ninguém lhes pegue? Pois bem, queridos livros, preparem-se, porque eu vou atacar! Inofensivamente, claro. Não tenciono fazer nenhuma chuva de páginas de livros. 
A única questão que se impõe é: por onde é que eu começo?!

25 de julho de 2013

Amor com amor se paga

Sempre que peço ao meu namorado para me oferecer roupa ou acessórios, a resposta é sempre a mesma: "Já tens muitas camisolas", "Já tens muitos brincos", "Já tens muitos sapatos". E eu engulo. Engulo, mas sei que um dia vou ter a minha vingança. E esse dia foi hoje. 
Veio chorar-me um jogo qualquer, Crysis 3, ou o camandro. E eu disse-lhe: "Já tens muitos jogos". Começou a fazer birrinha, porque é o melhor jogo de sempre, porque não costuma comprar, porque é colecionador de bons jogos (e eu colecionadora de boas roupas, olha agora). Por mim pode chorar à vontade, quero lá saber. Precisa lá de mais jogos! Há de ficar a chuchar no dedo, como eu tenho andado. Tss, homens.

24 de julho de 2013

Prince George of Cambridge

Já se sabe o nome da criança. George Alexander Louis. Andava tudo doido com apostas: será George? Será Alexander? Será Louis? E eis que é tudo isso! Tudo junto, que assim ninguém fica chateado. Gostava de saber como vão fazer as casas de apostas. É que, na verdade, todos acertaram. Se eu tivesse sido da team Alexander ou da team Louis, ia lá reclamar as minhas libras.
Agora que sei o nome do puto, até tenho pena de não ter apostado. Podia ter ganho uns trocos porque sempre disse que seria George. É um nome à rei, é pomposo, sério, bonito. Eu cá gosto. O Alexander dispensava. Mais valia ser George James Louis, mas pronto, quando casar com o Harry vou ter a minha oportunidade de dar nome a um príncipe (estou a brincar 'mor, sabes que eu nunca te trocaria pelo Harryzinho!).
Para quem anda mais distraído, o príncipe George já tem uma página à maneira na Wikipédia. Aquela gente é um espetáculo. Ainda mal saiu nos sites de notícias e aquilo já está atualizado! Quem desejar fisgar um príncipe, agora tem mais uma hipótese. Foi-se o pai (e que rico pai), mas deu-nos um filho para continuarmos a sonhar! 

Fofinhoooo!

23 de julho de 2013

Trauma, trauma, trauma

Já disse por aqui que adoro séries e que uma das minhas preferidas é a Anatomia de Grey. Já vai na 9ª temporada e, por mim, podia ter umas vinte, que eu sei que nunca me cansaria. Por causa das aulas, das frequências e de tudo o que a vida de estudante acarreta, perdi-me algures na 7ª temporada e nunca consegui ver uma temporada como deve ser (seguida e do início ao fim). 
Graças ao wareztuga (provavelmente, a oitava maravilha do mundo), posso ver as séries de que gosto de trás para a frente. Adoro HIMYM, mas não tinha visto nem metade, por isso enfiei-me no site e em quatro dias tinha a série toda vista. Pensei fazer o mesmo com a Grey, ver tudo desde o início. Mas, depois, pus-me a pensar... Como é que eu vou conseguir reviver a morte do Denny? A morte do O'Malley? A fuga da Izzie? O casa e descasa do Derek e da Meredith? A quase morte desses dois? O alzheimer da Adele? O acidente da Torres e da Arizona? Eu chorei baba e ranho nesses episódios e vou ser maluca ao ponto de me fazer passar por estes momentos traumáticos outra vez?! Não sei se estou preparada! São coisas difíceis de ver para uma sentimentalistomariquinhas como eu. Será que sou capaz? Vou experimentar ver os primeiros episódios, e depois logo vos digo como correu a coisa. Não prometo que vá ser bonito.

Meanwhile...

O casal mais giro do mundo e seu rebento. 
É impressionante como esta mulher está sempre bonita. Um dia depois do parto e está ali toda fresca!

Goonies!

Devo estar a chocar alguma. Tive de ir ao fundo da gaveta buscar uma sweatshirt e as minhas calças de fato-de-treino de inverno, porque estava cheiinha de frio. Querem ver que estou a ficar doente, outra vez?
Vim para o sofá deprimir e, graças ao canal Hollywood, estou a ver um dos filmes da minha vida: Os Goonies. Lembro-me de me borrar de medo a ver este filme quando era miúda. Para mim, era como um filme de terror. O que me fascinava era a aventura, a busca do tesouro. E o puto gorducho. É o mais engraçado de sempre. Espero que a vossa tarde esteja a ser um pouquinho mais animada que a minha. Por estes lados, vamos continuar aninhados: eu, o sofá e as almofadas.

Pedacinhos do fim de semana


Obviamente, não é a minha mão. Yéca, bichos com baba!



A casa da avó.

P.s.: Fotos não roubadas!