Hoje acordei cedinho para ir ao médico. Consulta de dermatologia, nada de mais. Lá me passou uma lista de medicamentos, porque parece que tenho um eczema na zona abaixo dos olhos (obrigada, anos de escola e de estudo, pelas olheiras fantásticas que me proporcionaram, agradecida) e nas dobras dos braços (o senhor deu um nome estranho àquilo e eu juro que tentei descodificar a caligrafia para vos tornar pessoas mais eruditas que sabem o nome científico para a dobra do braço, mas non, c'est pa possible). Ainda me chamou princesa, por causa dos meus nomes, e disse que eu era fina, olhando-me de esguelha, quando lhe disse que nasci na Lapa. Podia ter sido pior.
A única coisa boa de ir ao hospital é o regresso a casa: aproveitamos sempre para passar no centro comercial, porque fica em caminho. Desta vez teve mesmo que ser porque estamos a dias de ir para fora e faltavam algumas peças no armário. Ora, eu, pessoa que nunca gosta de nada e que quer chegar às lojas, à última da hora, e encontrar num pedestal aquela peça que anda a magicar há uns tempos e que é mesmo perfeita, linda e maravilhosa, claro está, não encontrei nada do que ia à procura. Queria uns calções de pano, para levar para a praia, nada. Queria um macacão, nada. Queria umas sandálias, nada. Não é por falta de oferta, nem por pouca procura, é mesmo porque eu sou capaz de ser a pessoa mais esquisita à face deste nosso planeta que é a Terra (para quem anda distraído... não saem daqui a saber o nome da dobra do braço, mas saem a saber em que planeta vivem, caraças!). Nunca gosto de nada, ando sempre anos à procura; ora não gosto da cor, ora não gosto do tecido, ora não gosto do formato, ora não gosto do preço (este é mais frequente). E, geralmente, quando gosto de alguma coisa, é cara como cornos e a minha mãe vira costas e deixa-me sozinha a chorar na loja. Pode-se dizer que não tenho uma vida fácil. Já pensei seriamente em abrir uma loja com o meu nome, com roupa de que eu gosto a bom preço, que isto de andar à procura dá o seu trabalho e eu não caminho para nova. É uma canseira ir às compras para mim e para quem vai comigo. Mas eu gosto. Adoro vir cheia de sacos. A minha mãe diz que não há de haver homem que me ature e me sustente, mas eu ainda tenho esperança. Se o meu pai a atura a ela, o rapazito que me calhar terá mais sorte (estou a brincar mãe, és uma fofinha).
Mas bem, o assunto que aqui me trouxe. Como o que eu queria mesmo era um ou dois calções e um macacão simples, só para levar para a praia, fomos logo à Primark. De facto, aquela loja é qualquer coisa. Meio da semana, meio-dia e a loja a abarrotar de gente. Só vejo uma desvantagem: chegar a um sítio qualquer e ver alguém com uma mala igual à minha, uma camisola igual à minha, uns sapatos iguais ao meus, um lenço igual ao meu e eis que somos manas catatuas sem sabermos. Mas o preço é aliciante, a roupa é (na sua maioria) gira e a qualidade não é assim tão baixa quanto isso. Lancei-me à descoberta de calções e parece que a coisa desapareceu; não vi nem um par de calções de pano, rien de rien. Encontrei um macacão super giro mas ficava-me que parecia um saco do lixo com manchas cor-de-rosa, um terror.
Conclusão: quando preciso mesmo, mesmo de comprar uma coisa, nunca, nunca a encontro. É facto científico. Mas encontro sempre outras coisas giras. E desta vez encontrei uma que é mesmo a minha cara. Eu até fiquei parva a olhar para aquele vestido. É, simplesmente, perfeito. Parece que foi feito para mim! A cor é linda, a gola é linda, as mangas são lindas, é largo, como eu gosto, o corte é lindo, é tudo lindo, fadinhas fadinhas! E o preço? Essa parte é a melhor. Custava 19 euros, mas estava em promoção. E por quanto é que eu comprei esta pérola, perguntam vocês? Primeiro a foto, depois o preço (preparem-se para se espantar e para correr até à Primark mais próxima).
E agora as outras compras, todas a preços muito muito bons e que eu adoro. Coisas simples, que eu estou a guardar-me para me desgraçar no meu aniversário.
Tem pérolas e tudo, a minha perdição. E a cor, meu Deus, a cor!! Quando o usar, ponho aqui uma foto. A modelo não é a melhor, mas o vestido compensa. E agora, o preço... Pois bem, este vestido fofo, fofo, fofo custou 7 euritos. Sim, sete. Como? Não sei bem, mas foi, provavelmente, a minha melhor compra deste ano. Não mudava nada nele.
E agora as outras compras, todas a preços muito muito bons e que eu adoro. Coisas simples, que eu estou a guardar-me para me desgraçar no meu aniversário.
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