Este vai ser o primeiro Natal sem a minha avó. Vêm-me as lágrimas aos olhos só de pensar nisto. Vai ser o primeiro Natal que não vou passar em casa dela, em 20 anos desta minha curta vida. Vai ser o Natal mais estranho de sempre, disso tenho a certeza. Não ficarmos enroscadas no sofá a noite toda, com os pés apontados para a lareira, não lhe dar uma prenda, não ouvi-la dizer "come mais, Owl, estás muito magrinha" ou "estás tão bonita" (mesmo que eu saiba que ela só o dizia por simpatia) deixa-me melancólica e triste. Sei que vou ter de fazer um esforço enorme para não me ir abaixo hoje, mas sei que vai ser muito difícil.
Apesar disso, sempre gostei muito desta época do ano e não é por isto que isso vai mudar. Assim, quero desejar a todos os que tenham a sorte ou o azar de passar por aqui um Natal super fofinho, junto daqueles que mais amam e que mais importantes são para vocês. Não abusem dos doces porque isto até ao verão é um pulinho e depois ou se matam no ginásio ou ficam, vá, não há maneira simpática de dizer isto, roliças. Espero que o velho das barbas (não, não é o do Benfica, o das barbas brancas) aceda a todos os vossos pedidos e, em especial, aos meus. Não fui muito exigente; por esta altura, já só peço ao Pai Natal que a CP não faça greve hoje e eu consiga chegar ao Oriente e apanhar o autocarro para a santa terrinha. Tentei pedir um namorado, mas ele não reagiu lá muito bem e eu cá não gosto de pôr as pessoas em trabalhos.
Feliz Natal!
P.s.: Estava a brincar em relação aos doces, an? Não se privem! Enfardem mousse de chocolate como se não houvesse um amanhã! Mas depois não se queixem.
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