31 de agosto de 2013

Sonhos

Eu não sei qual é a dos concursos de culinária, mas sei que sou viciada no Masterchef (USA ou Australia, mas gosto mais do primeiro porque adoro o Ramsay!). É que eu nem sou grande espingarda a cozinhar. Se fosse, dava para perceber o meu fascínio por este tipo de programas, mas o mais longe que eu vou na cozinha é uns bifinhos de peru ou um bacalhau no forno, tudo receitas que sejam fáceis e que tenham muito bem explicado quais são os ingredientes, nada de invenções. Mas ver outros a cozinhar é engraçado, é giro.
Há pouco tempo estreou a terceira temporada do Masterchef USA na Fox Life e se eu já tinha mil e uma razões para gostar do programa, agora tenho mais uma: 


Esta é a Christine, uma das concorrentes a Masterchef. É uma mulher perfeitamente normal, tão merecedora de ser participante do programa como qualquer outra pessoa. Ou talvez mais. A Christine é cega. Quando cozinha, precisa de uma ajudante que lhe indique quais os alimentos disponíveis, onde estão os instrumentos ou que lhe diga a cor dos alimentos enquanto estão a ser cozinhados. Mas não precisa de nenhum ajudante para cozinhar. Tem surpreendido os júris e também a mim. Não por a considerar menos do que os outros, nada disso, mas sim por admirar a sua coragem e determinação. Eu sou um perigo na cozinha e tenho, muitas vezes, medo do que pode acontecer. Sempre que tenho um bico aceso, não descolo do fogão. É por isso que a Christine me fez pensar e se tornou uma espécie de ídolo para mim. Não teve medo de arriscar e transformou a cegueira numa vantagem para si: tem o olfato e o paladar mais apurados, o que para quem cozinha é excelente. Ainda não sei se vai ganhar ou não, mas já é uma vencedora.
Passamos a vida a arranjar desculpas para não realizarmos os nossos sonhos... E para quê?

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