6 de julho de 2013

Vai haver sangue

Ontem, eu e o namorado fomos ao Ikea ("ao" ou "à"?). Ele precisava de uma secretária e eu fui acompanhá-lo. Como aquilo é um pequeno (grande) mundo, acabámos por nos perder lá dentro, mas não nos importámos. Fomos vendo cozinhas, quartos, sofás, móveis para a sala. E fomos fazendo planos. E fomos percebendo que o que um gosta, o outro detesta.

Eu: Olha aquele armário tão giro!
Ele: Que horror! Que coisa tão antiquada! Gosto mais deste.
Eu: Esse?! Credo, deixaste o bom gosto em casa?

Ele: Adoro esta cama.
Eu: Não quero mobília escura no quarto.
Ele: Mas eu adoro preto nos móveis!
Eu: E eu adoro branco!
Ele: Mas preto fica melhor, branco suja-se muito!
Eu: Quero lá saber, é branco e pronto!

Ele: Esta secretária é espetacular.
Eu: Já te disse que não gosto de mobília escura.
Ele: E então? Se tu decoras o quarto, eu decoro o escritório (assumindo que vamos ter um escritório).
Eu: O quê?!
Ele: É isso que tu ouviste. Cheira-me que quando formos viver juntos a coisa não vai correr bem.
Eu: Ai não vai não. Prepara-te para sofrer.

Ele diz isto tudo agora, mas, no fundo, no fundo, vai acabar por aceitar tudo o que eu quiser. Senão compro as coisas às escondidas, que se lixe.

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