24 de fevereiro de 2013

Elevadores: nunca mais

Hoje fui a casa da minha tia e, como é habitual, carreguei no botãozinho do elevador, porque a senhora mora no quinto andar e eu tenho amor à vida. Entramos todos para a maquineta, eu carrego no "5", tudo muito bem. Começamos a subir, até que chegamos ao primeiro andar e *PUM* o elevador para e as luzes apagam-se. 
Como já devem ter percebido pela experiência que tive com a trovoada, sou um bocadidito maricas, pouquinho. Tal como tenho medo de trovões, também tenho medo do escuro. Sim, sou uma criança de cinco anos no corpo de uma mulher de vinte, mas a vida tem destas coisas.
Entrei em pânico, como seria de esperar, mas o meu pai conseguiu abrir a porta. Pensei para mim: "bem vamos saltar todos daqui para fora e siga de escadas". Mas não, o meu querido e amado pai estava convencido a ir de elevador, custasse o que custasse. Conclusão: aquela m*rda pára mais quatro vezes, a meio do primeiro e do segundo andar e eu a pensar para mim: "boa, daqui não saltamos mesmo. Vamos morrer aqui, vamos ter de nos comer uns aos outros, eu vou ser a primeira a servir de alimento aos outros, meu Deus nunca mais vou ver o meu namorado, eu sou tão nova, tenho tanto para viver, não quero morrer aqui, HELP!", passou-se-me a vida à frente dos olhos. Depois o meu pai lá pensou "espera, se calhar o melhor é sair". Ficou todo trombudo (ainda ficou chateado comigo por eu ter entrado em pânico, enfim) porque percebeu que o problema era excesso de peso. Cheguei a casa da minha tia branca que nem cal e fui logo enfardar duas sandes de fiambre, só assim naquela.
E assim ficará conhecido este dia como aquele em que eu, Rapariga do Mocho, declaro nunca mais andar de elevador.

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