Pela CP. E, por milagre, fui surpreendida pela positiva! Já tinha experimentado noutras andanças confiar nos serviços mínimos estabelecidos pela CP. Acordei cedo, dirige-me à minha querida estação e deparei-me com as cancelas fechadas e as grades corridas para baixo. As plataformas estavam completamente inacessíveis: não estava a circular um comboio para a amostra.
Hoje, mais um dia de greve, voltei a depositar a minha confiança nessa grande empresa que é a Comboios de Portugal. Estava certa de que não me ia desiludir. Cheguei à estação: bilheteira fechada. Pronto, tinha de ser. Comprar passe 'tá quieto, porque o meu é especial e não pode ser comprado nas máquinas. Lá paguei, a custo, os quase dois euros (400 paus!!) da viagem e subi as escadinhas. Ia caminhando para o meu lugar de sempre, enquanto ouvia a típica pessoa indignada que existe em todos os dias de greve "pois, isto é o uma pouca bergonha! Não há respeito pelas pessoas! Como se o Passos Coelho andasse de comboio! São 7h30, estou aqui desde as 6 da manhã e comboios nem cheirá-los!! Pouca bergonha!". Fiquei logo de coração nos pés; não ia conseguir chegar à faculdade.
Um minuto antes da hora prevista do comboio, ouviu-se aquela vozinha feminina sexy que anuncia a chegada de comboios ou que nos avisa que eles foram suprimidos. Temi o pior. Mas não é que o comboio chegou a horas?! E, para maior espanto meu, não fui o caminho todo tal sardinha em lata, até fui bem à vontade! Em pé, mas com espaço suficiente para poder respirar sem sentir que estou a sugar o bafo da pessoa que se encontra ao meu lado (andar num comboio à pinha pode ser uma experiência traumatizante; noutro dia falarei sobre esse assunto).
Na hora de regresso, a mesma coisa. O comboio chegou à hora certinha. Fui mais uma vez em pé, mas na paz do Senhor.
CP, embora eu me revolte contigo cada vez que decides fazer greve (uma vez por semana, geralmente), hoje tenho de admitir que estiveste bem. Conto contigo amanhã. Não me desiludas, muito menos depois de ter falado tão bem de ti.
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